- O vinho passa pela clarificação após a fermentação para remover impurezas e evitar que fique turva.
- Tradicionalmente são usados clarificantes de origem animal, como albumina (clara de ovo), caseína (leite) e gelatina de bexiga natatória de peixes.
- Esses agentes se ligam às substâncias indesejáveis e formam aglutinados que são retirados da bebida; uso excessivo pode alterar sabor, acidez e taninos.
- Para vinho vegano, utiliza-se filtragem, resfriamento ou agentes de origem vegetal, sendo a bentonita (argila) o mais comum.
- Outros exemplos de alimentos que podem não ser veganos: cera na casca de maçã, corante carmim em alguns alimentos e carvão de ossos no refino do açúcar; fonte: Gilberto Simonaggio, enólogo da Miolo Wine Group.
O vinho passa por um processo de clarificação após fermentação e antes de ir para a garrafa. Esse passo retira impurezas e sólidos, evitando que a bebida fique turva como suco.
Para clarificar, costumam-se usar agentes de origem animal, como albumina, caseína e gelatinas de bexiga natatória de peixes. Eles se ligam às substâncias indesejáveis e formam aglutinados que são retirados posteriormente.
Esse uso pode tornar alguns vinhos não veganos, se houver sabor ou textura alterados pelo processo. A dosagem precisa evitar que aromas se percam ou que a acidez e os taninos se desequilibrem.
Como o vinho pode ser vegano
Para produzir vinho vegano, há métodos que substituem agentes animais por técnicas de filtragem, resfriamento ou por agentes de origem vegetal. A bentonita, uma argila de origem vulcânica, é uma das opções mais comuns.
Outras informações sobre alimentos
Alguns alimentos podem não ser veganos por causas distintas. Por exemplo, a cera aplicada em maçãs pode ter origem animal para conservar a fruta. Quanto ao colorante vermelho, o carmim é extraído de insetos.
Observação sobre referências
As informações são baseadas em dados do enólogo Gilberto Simonaggio, do time técnico da Miolo Wine Group.
Entre na conversa da comunidade