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Pacientes com autoimune podem realizar tratamentos estéticos, explica Kalil

Procedimentos estéticos requerem avaliação individual em doenças autoimunes; há riscos de resposta imunológica e necessidade de acompanhamento médico

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  • Pacientes com doenças autoimunes podem fazer procedimentos estéticos, desde que haja avaliação caso a caso, levando em conta o tipo de doença, o estado clínico e o tratamento em uso.
  • Riscos incluem resposta imunológica exagerada a fillers, trauma tecidual em cirurgias e uso de lasers, além de cuidados com luz em pacientes com fotossensibilidade.
  • A decisão deve envolver o reumatologista, buscando segurança e qualidade de vida do paciente.
  • Houve uma “revolução” no tratamento com imunobiológicos, que atuam de forma mais precisa no sistema imune, com menos efeitos colaterais.
  • Mesmo com boa disponibilidade pelo SUS, o acesso a imunobiológicos não é igual para todas as doenças, sendo necessário incluir também doenças mais raras na pauta de tratamento.

Pacientes com doenças autoimunes podem realizar procedimentos estéticos, mas a decisão exige avaliação individual, conforme a dermatologista Cristina Abdalla, do Hospital Sírio-Libanês, durante o programa CNN Sinais Vitais.

A avaliação deve considerar o tipo de doença, o estado clínico e o tratamento em curso, incluindo imunossupressores. Dr. Roberto Kalil e especialistas ressaltam a necessidade de acompanhamento médico para segurança.

A discussão também destacou que muitas doenças autoimunes deixam sequelas visíveis e que a colaboração entre médicos pode contribuir para a melhoria da qualidade de vida do paciente.

Riscos e avaliação

Alguns procedimentos estéticos podem provocar respostas imunológicas em pacientes com doenças autoimunes. Substâncias de preenchimento, traumas e uso de lasers exigem atenção especial.

O estudo individual é essencial, e, sempre que possível, a decisão deve envolver o reumatologista para assegurar a segurança do paciente durante o tratamento estético.

Mais detalhes apontam que, além do risco de reação, determinadas condições podem intensificar danos teciduais, tornando a avaliação integrada ainda mais importante.

Tratamento com imunobiológicos

Especialistas ressaltaram a revolução nos tratamentos com imunobiológicos, desenvolvidos há cerca de 20 anos, por biotecnologia. Tornaram-se mais específicos que os jogos de imunossupressores tradicionais.

Medicamentos biológicos atuam em alvos precisos do sistema imune, como a proteína TNF na artrite reumatoide, reduzindo efeitos colaterais e promovendo remissões em alguns pacientes.

A afirmação é de que muitos pacientes podem ter vida normal com a doença sob controle, desde que haja monitoramento adequado e ajuste terapêutico conforme a necessidade.

Acesso pelo SUS e desafios para doenças raras

Foi destacado que a maioria desses imunobiológicos está disponível pelo SUS, não apenas na rede privada. No entanto, o acesso não é igual para todas as condições.

Tratamentos como o rituximab atendem artrite reumatoide, mas não doenças raras como miosite ou esclerose sistêmica, o que gera desigualdade de tratamento.

A Sociedade Brasileira de Reumatologia acompanha a pauta para ampliar o acesso e incorporar medicamentos também para doenças menos comuns, buscando equilíbrio no atendimento.

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