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Início de testes de tratamentos contra Ebola na República Democrática do Congo

Início de teste clínico com dois tratamentos para a Ebola da cepa Bundibugyo na DRC; primeiro paciente já inscrito, em meio a 1.406 casos e 438 óbitos

Reuters Congolese health workers receive a patient at the Rwampara General Hospital
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  • O uso de tratamentos experimentais para a Ebola foi iniciado na República Democrática do Congo, com o primeiro paciente já inscrito no ensaio.
  • O estudo, patrocinado pela Organização Mundial da Saúde, é coordenado pelo Institut National de Recherche Biomédicale, na RDC, o Institute of Tropical Medicine, da Bélgica, e a University of Oxford, do Reino Unido.
  • Na RDC, até 30 de junho foram confirmados 1.406 casos, 301 suspeitos e 438 mortes.
  • Em Uganda, há 20 casos confirmados, resultando em duas mortes; houve ainda um caso confirmado na França, até 1º de julho.
  • A doença é causada pelo vírus Ebola, com ausência de vacinas ou tratamentos aprovados específicos para a cepa Bundibugyo ouvindo a situação atual; a OMS declarou emergência de saúde pública.

O anúncio envolve o início de um ensaio clínico de tratamentos para a cepa do vírus Ebola responsável pelo surto atual na República Democrática do Congo (DRC) e em Uganda. A primeira paciente foi inserida no estudo na DRC, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O surto, que começou em maio, já deixou mais de 1,4 mil casos confirmados na DRC e 438 mortes, conforme dados da OMS até o fim de junho. Não há vacinas ou tratamentos aprovados para a cepa Bundibugyo, altamente contagiosa.

O estudo é patrocinado pela OMS e coordenado por pesquisadores da Institut National de Recherche Biomédicale, na DRC, do Institute of Tropical Medicine, da Bélgica, e da Universidade de Oxford, no Reino Unido. A iniciativa visa avaliar dois tratamentos em formato terapêutico.

Progresso do estudo e contexto

Dados da OMS indicam ainda 20 casos confirmados na Uganda, com duas mortes, além de um caso confirmado na França em 1º de julho. A OMS declarou o surto como emergência de saúde pública de interesse internacional.

A Bundibugyo é uma das seis espécies de Ebola; apenas três das espécies são associadas a grandes surtos. A transmissão entre humanos ocorre após o estágio inicial de infecção e há um período de incubação de dois a 21 dias.

A OMS destacou que, mesmo sem terapias aprovadas, pacientes estão se recuperando, e que terapias seguras podem salvar mais vidas caso aprovadas e disponibilizadas no kit internacional. A operação envolve colaboração internacional entre autoridades epidemiológicas e instituições de pesquisa.

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