- O setor de seguro espacial movimenta mais de US$ 4 bilhões por ano.
- A China passou de cliente a seguradora no ramo, antes dependente da seguradora estatal PICC e do resseguro internacional.
- Em 2019, o fracasso do ChinaSat-18 levou seguradoras estrangeiras a absorver parte dos prejuízos.
- Em março de 2025, um consórcio com sede em Pequim cobriu 25 lançamentos privados por US$ 1,47 bilhão no primeiro ano, mantendo dinheiro e controle dentro do país.
- É o primeiro consórcio dedicado exclusivamente ao setor aeroespacial comercial chinês.
Em 2016, um foguete Falcon 9 da SpaceX explodiu em Cabo Canaveral, destruindo o satélite israelense Amos-6. O acidente provocou perdas de cerca de US$ 300 milhões, cobertas por seguros, prática comum para mitigar riscos no espaço. A operação mostra como o seguro sustenta o setor quando há falhas.
O mercado de seguros espacial movimenta mais de US$ 4 bilhões por ano. Contudo, a China mudou o jogo: deixou de ser apenas consumidora de resseguros para tentar controlar o negócio, ampliando sua participação no setor aeroespacial privado e nos instrumentos de proteção financeira.
China passa de cliente a seguradora
Em março de 2025, um consórcio sediado em Pequim contratou 25 lançamentos privados por US$ 1,47 bilhão no primeiro ano, reunindo seguradoras nacionais para manter o dinheiro e o controle dentro do país, segundo a Caixin Global. Trata-se do primeiro consórcio dedicado integralmente ao setor aeroespacial comercial chinês.
A mudança aumenta o papel da China na resseguro espacial, antes absorvido por operadores estrangeiros quando houve sinistros, como no caso do ChinaSat-18 em 2019. Com a nova estrutura, Pequim busca reduzir dependência externa e ampliar a capacidade de subscrição de riscos. O movimento é visto como uma transformação histórica no setor.
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