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Alibaba veta Claude Code a funcionários em disputa com Anthropic

Alibaba veta Claude Code para funcionários em disputa com Anthropic; ferramenta expõe dados de navegação, levando à adoção da plataforma própria, Qoder

Ferramenta da IA identifica e manda à Anthropic detalhes da navegação de usuários chineses
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  • Alibaba proibiu funcionários de usar Claude Code no trabalho, ordenando a adoção da plataforma interna da empresa, a Qoder, conforme apuração da Reuters.
  • A medida atinge o assistente de programação da Anthropic, após relatos de que Claude Code poderia inspecionar o ambiente dos usuários, revelando dados como fuso horário e proxy.
  • O recurso fazia parte de um teste lançado em março, segundo um funcionário da Anthropic, que descreveu como experimento para conter revendedores não autorizados e proteger modelos contra destilação.
  • A Anthropic acusa Alibaba de destilar capacidades do Claude ao usar seus modelos, em carta a dois senadores dos EUA, o que a empresa chama de prática de destilação.
  • O mercado de modelos chineses de IA segue em expansão, com empresas como DeepSeek, Qwen, Moonshot e Zhipu, enquanto o uso de modelos domésticos cresce no exterior; a Alibaba não comentou o caso imediatamente.

O Alibaba proibiu seus funcionários de usar o Claude Code no local de trabalho, em meio à disputa com a Anthropic. A medida foi anunciada após relatos de que o recurso tinha a capacidade de identificar detalhes da navegação de usuários chineses, segundo a Reuters.

A orientação interna determina que os engenheiros passem a utilizar a plataforma própria da empresa, chamada Qoder, em vez do Claude Code. Funcionários da Alibaba teriam sido informados sobre a mudança como parte de uma estratégia de segurança e conformidade.

A disputa entre Alibaba e Anthropic ganhou força em junho, quando a Anthropic acusou a empresa chinesa de destilação de capacidades do Claude. A empresa afirmou que o treino de um modelo menor a partir de respostas de um sistema avançado facilita rivais chineses na aproximação de seus próprios modelos.

A Anthropic também disse ter dificuldades em aplicar restrições à China para uso individual, citando riscos legais e de conformidade. A companhia destacou que manter o controle sobre o acesso e uso de tecnologia sensível é um desafio em ambientes com diferentes regulações.

No contexto mais amplo da corrida da inteligência artificial, empresas chinesas ampliam o uso de modelos domésticos e de código aberto, incluindo nomes como DeepSeek, Qwen, Moonshot e Zhipu, com o Qwen pertencente ao Alibaba. Ao mesmo tempo, modelos chineses ganham espaço no mercado norte-americano, elevando preocupações entre especialistas dos EUA.

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