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Brasil investe em biodiversidade para desenvolver IFA, insumo de remédios

Brasil cria centro de competência em ativos farmacêuticos a partir da biodiversidade, com 60 milhões de investimento, para reduzir mais de 90% de dependência de importação e viabilizar estudos clínicos nacionais

Centro de competência em IFA vai funcionar em Campinas (SP)
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  • Brasil criou o Centro de Competência em IFAs a partir da Biodiversidade Brasileira (CC-IFABR) no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, em Campinas, com investimento de 60 milhões de reais.
  • O centro, em parceria com Embrapii e o Ministério da Saúde, vai pesquisar Insumos Farmacêuticos Ativos derivados da biodiversidade brasileira, encontrados em plantas, animais e microrganismos.
  • O objetivo é reduzir a dependência externa desses insumos, hoje superior a 90% das importações.
  • O CC-IFABR também buscará rotas produtivas sustentáveis que substituam insumos fósseis por insumos de origem verde.
  • A coordenadora Daniella Trivella destacou que, com estudos clínicos realizados no Brasil em parceria com a indústria, a produção pode se tornar mais viável e chegar aos pacientes.

O Brasil lançou um centro de pesquisa para desenvolver ativos de medicamentos a partir da biodiversidade nacional. O projeto recebe 60 milhões de reais, em parceria com a Embrapii e o Ministério da Saúde. O foco é explorar Insumos Farmacêuticos Ativos, ou IFAs, obtidos de plantas, animais e microrganismos brasileiros.

O centro de competência em IFA funcionará no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, em Campinas, interior de São Paulo. A iniciativa busca reduzir a dependência externa de insumos, hoje responsáveis por mais de 90% das importações.

O CC-IFABR tem como meta ampliar o ecossistema de inovação no país, fortalecendo o desenvolvimento de IFAs a partir da biodiversidade. A proposta também prioriza rotas produtivas sustentáveis que evitem o uso de insumos fósseis.

O projeto aponta para substituição gradual de insumos químicos por alternativas de origem verde. O objetivo é tornar a indústria química brasileira mais sustentável nos próximos 10 anos, com ganhos para a cadeia produtiva.

Além de pesquisa, o centro pretende acelerar estudos clínicos no Brasil com apoio da indústria nacional. A ideia é viabilizar a produção local e ampliar o acesso a novas tecnologias para os pacientes.

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