- Arqueólogos encontraram uma casa de luxo romana, de cerca de 1.800 anos, sob o ginásio do Liceo Scientifico Cavour, em Roma, com afrescos, mosaicos e ornamentações preservados.
- A descoberta começou em janeiro de 2026, após relatos de estudantes sobre ambientes subterrâneos no prédio; o local pertenceu a uma antiga domus da elite romana.
- O sítio mantém murais, estuque nos tetos, frisos e um mosaico em tons escuros, além de fragmentos de cerâmica usados no cotidiano.
- Ainda não há definição sobre os moradores, com hipóteses que vão desde um membro da família Umbrius até L. Fabius Gallus; pesquisas analisam vestígios para confirmar proprietários.
- A residência continua sob o edifício e pode se estender para áreas não exploradas; há interesse em abrir o sítio para visitas, com possível participação de alunos como guias.
Uma equipe de arqueólogos descobriu uma residência de luxo romana sob o ginásio do Liceo Scientifico Cavour, em Roma. A casa tem cerca de 1.800 anos e preserva afrescos, mosaicos e estuques.
A escavação começou em janeiro de 2026, após relatos de estudantes sobre espaços subterrâneos. A Superintendência Especial de Roma confirmou a contextualização da domus, antiga residência da elite romana.
A revelação ganhou publicidade em maio, quando o professor Filippo Coarelli informou ao público a descoberta. O local fica em uma região próxima ao Coliseu e ao Fórum Romano, onde já existiam vestígios anteriores.
Como a descoberta ocorreu
Os primeiros indícios surgiram antes das escavações, com alunos explorando túneis sob o prédio. A professora Claudia Marino acionou o órgão de patrimônio arqueológico, que retomou a investigação oficial.
A domus data do século II d.C. e, até agora, apenas parte da residência foi escavada, estendendo-se sob o ginásio. O sítio recebeu o nome Domus Liceo Cavour e pode abranger áreas ainda não exploradas.
Descrição dos achados
Sob o piso do ginásio, foram encontrados cômodos, paredes bem conservadas e corredores estreitos. O estudo aponta murais com figuras, estuque em tetos abobadados e um mosaico de pedras grandes.
Entre os itens, há fragmentos de cerâmica, ânforas e utensílios domésticos. Grafites modernos, de 1920 a 1950, também foram registrados, deixados por visitantes e estudantes de épocas passadas.
Quem morou a residência?
Ainda não há conclusão definitiva sobre os moradores. Uma inscrição do século XIX sugere possível ligação com a família Umbrius. Análises recentes indicaram nomes como L. Fabius Gallus e uma aristocrata chamada Umbria Albina.
Os arqueólogos estudam vestígios para confirmar a ocupação ao longo dos séculos. A residência era considerada nobre, com decoração que refletia riqueza associada a elites da Roma Antiga.
Futuro do sítio
Roma mantém camadas históricas sob a cidade moderna, com escavações frequentes em obras públicas. A equipe do Liceo Cavour pretende abrir o sítio à visitação pública, com participação de estudantes como guias.
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