- Casal e uma criança foram abordados na BR-277, em São Miguel do Iguaçu, quando voltavam de viagem.
- Durante vistoria da Receita Federal, foram encontrados 3.493 itens entre canetas emagrecedoras e ampolas de tirzepatida de 15 mg e retatrutida escondidos nas portas do veículo; 2.707 unidades eram de canetas e ampolas.
- A tirzepatida é o princípio ativo do Mounjaro; a retatrutida é experimental e ainda não existe no mercado.
- Em 2026, já foram apreendidas 108.563 canetas emagrecedoras na região de Foz do Iguaçu, representando aumento de 1.351,6% neste ano.
- O valor estimado das apreensões é de R$ 320.702; o casal informou ter sido contratado para transportar os itens e não mostrou origem ou destino, devendo as representações fiscais seguir para o Ministério Público Federal.
Um casal com uma criança foi flagrado tentando atravessar a fronteira pela BR-277, próximo a São Miguel do Iguaçu (PR). Agentes da Receita Federal desconfiaram do veículo, fizeram uma vistoria detalhada e encontraram 3.493 itens entre canetas emagrecedoras e ampolas de medicamentos escondidos nas portas.
Dessas mercadorias, 2.707 unidades eram canetas emagrecedoras associadas ao princípio ativo tirzepatida, além de retatrutida experimental. Esta última não tem registro de comercialização em nenhum país, segundo autoridades. A apreensão ocorreu durante a abordagem de rotina na tríplice fronteira.
Contexto da operação e desdobramentos
No porta-malas havia apenas garrafas de vinho e itens eletrônicos de pequena quantidade, mantendo-se dentro da cota de US$ 500 por pessoa. A vistoria completa revelou as seringas e ampolas camufladas nas portas do veículo, que seguia com destino ao interior de São Paulo.
Ao todo, foram apreendidas 786 ampolas de peptídeos e produtos de reposição estéticos. A Receita Federal estima o valor total das mercadorias em R$ 320.702. O casal afirmou ter sido contratado para transportar as substâncias, sem conhecer a quantidade ou o destino.
Repercussão e próximos passos
As autoridades destacar que as canetas emagrecedoras paraguaias não têm autorização para venda no Brasil e são associadas a riscos à saúde quando utilizadas sem orientação médica. A fabricante, Eli Lilly, reforça que tirzepatida exige controle rigoroso de temperatura na cadeia de distribuição.
Os suspeitos foram liberados, e representações fiscais serão encaminhadas ao Ministério Público Federal para avaliação de responsabilização penal. O caso segue sob apuração das autoridades para apurar a origem e a finalidade das mercadorias.
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