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Como a cor da pele pode influenciar a qualidade do atendimento médico

Desigualdade de dor por raça: pacientes pretos e asiáticos recebem menos analgésicos; medidas passam por métricas abertas, combate a vieses e caminhos clínicos padronizados

Black woman recovering in hospital bed.
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  • Pesquisas indicam que cor/etnia afetam a qualidade do atendimento médico, incluindo dose e acesso à analgesia, com pacientes de origens Black, sul-asiática e mistas recebendo menos analgésicos que os brancos, ainda após ajustar por idade, tipo de câncer e condição de saúde.
  • No parto, mulheres negras e asiáticas têm menor probabilidade de receber epidural, mesmo quando solicitam o procedimento.
  • Especialistas chamam isso de “lacuna de dor por etnia” e associam à visão estereotipada de tolerância à dor com base na raça.
  • Medição de dados de disparidade, conscientização de vieses inconscientes e caminhos clínicos padronizados são estratégias para reduzir o viés no atendimento.
  • A liderança institucional é essencial para reconhecer o problema, estabelecer prioridades e promover mudanças culturais que melhorem a equidade na saúde.

O Guardian traz novas informações sobre o que tem sido chamado de “brecha étnica na dor” no atendimento médico. A investigação aponta que, no Reino Unido, a etnia influencia a qualidade de acolhimento e o alívio da dor em diferentes cenários de cuidado. A reportagem acumula evidências de que pacientes de raça negra, asiática ou mestiça muitas vezes recebem menos analgesia que pacientes brancos.

A partir de dados de pesquisas, especialistas descrevem como mulheres negras e asiáticas passam por barreiras durante o parto. Elas costumam receber menos epidurais, mesmo quando solicitam o procedimento. Estudos indicam que estereótipos sobre tolerância à dor moldam decisões clínicas. A situação não se limita ao parto: em oncologia, pacientes de minorias recebem doses menores de analgésicos, mesmo após ajustes por idade, tipo de câncer e condição de saúde.

Medidas para enfrentar a desigualdade

Especialistas defendem que o que é medido avança. Organizações de saúde devem monitorar tempos de espera, taxas de infecção e desfechos de cuidado, além de coletar dados sobre raça e etnia com transparência e responsabilização. Treinamento de consciência de vieses inconscientes também é recomendado para reduzir linguagem e práticas que perpetuam discriminação.

Outra sugestão é seguir caminhos clínicos padrões, com checklists e critérios objetivos para decisões como a administração de epidural. A padronização ajuda a diminuir vieses individuais, mantendo a avaliação clínica necessária. A liderança institucional precisa reconhecer a desigualdade étnica como prioridade organizacional.

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