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Crise climática explica calor extremo durante a Copa do Mundo, dizem cientistas

Calor extremo, impulsionado pela crise climática, pode levar ao adiamento de França e Paraguai e sobrecarregar redes elétricas durante a Copa

Torcedor usa chapéu com pequeno guarda-sol e se refresca com uma bebida gelada durante partida da Copa do Mundo da FIFA 2026
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  • Cientistas do World Weather Attribution dizem que as condições de calor extremo na Copa do Mundo estão ligadas às mudanças climáticas, principalmente à queima de combustíveis fósseis.
  • O jogo entre França e Paraguai, pelas oitavas, pode ser o mais quente da Copa até agora, marcado para começar às 17h em Filadélfia.
  • Previsões apontam temperaturas entre 33°C e 38°C e sensação térmica entre 38°C e 46°C em várias regiões, com alta umidade.
  • O Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA classifica o risco para a saúde como alto a extremo em diversas cidades, durante o fim de semana próximo ao feriado de 4 de julho.
  • A FIFPRO reconhece os esforços da FIFA em alinhar calendário e sedes às preocupações com a saúde, mas aponta que o calor pode influenciar futuras decisões.

O calor extremo durante a Copa do Mundo é atribuído por cientistas à crise climática, causada principalmente pela queima de combustíveis fósseis. O grupo World Weather Attribution avaliou que as condições atuais ajudam a explicar temperaturas altas e alta umidade em várias partidas no torneio, que ocorre nos Estados Unidos, México e Canadá.

As temperaturas previstas para este fim de semana variam de 35°C a 40°C em algumas cidades, com sensação térmica entre 38°C e 46°C devido à umidade. A região da Filadélfia está entre os lugares mais afetados, onde há partida entre França e Paraguai marcada para as 17h no horário local.

Desdobramentos na Copa e no calendário

A alta temperatura pode colocar em risco a segurança de jogadores e torcedores, principalmente em jogos programados para o meio da tarde. Além do choque com a agenda esportiva, as condições também podem exigir ajustes logísticos e de estrutura para o evento.

Segundo dados do Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA, as previsões indicam máximas próximas de 33°C em Miami, 38°C em Dallas e 34°C em Kansas City. Nas três cidades, a combinação de calor e umidade eleva a sensação térmica e pode impactar o desempenho em campo.

Responsáveis e contexto científico

Entre os especialistas, as mudanças climáticas associadas à queima de combustíveis fósseis são citadas como fator contribuinte para eventos de calor extremo. O estudo divulgado pelo World Weather Attribution reforça que episódios de calor intenso vêm ganhando frequência e intensidade com o aquecimento global.

A FIFPRO, sindicato mundial dos jogadores, reconhece os esforços da FIFA para alinhar calendário e escolhas de sedes às preocupações com a saúde. Ainda assim, ressalta que algumas partidas continuam apresentando riscos maiores de calor extremo.

Perspectivas para o fim de semana

As previsões indicam risco à saúde classificado entre alto e extremo em cidades que vão de Chicago a Boston, passando por Washington e Nova York. O pico de calor ocorre especialmente entre a tarde e o início da noite, com mínimas entre 21°C e 27°C durante a madrugada, o que agrava o desgaste físico.

A cobertura segue monitorando novas atualizações meteorológicas e eventuais ajustes no cronograma dos jogos para garantir a segurança de atletas e público. Os organizadores reiteram a necessidade de medidas de proteção contra o calor nas arenas e arredores.

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