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El Niño pode atingir nível forte até setembro, diz ONU

Organização das Nações Unidas alerta: El Niño pode tornar-se forte até setembro, elevando riscos de calor extremo, secas e chuvas intensas ao redor do mundo

Nas Filipinas, o El Niño intensificou os dias de calor, e governo avalia medidas como aulas online
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  • A Organização Meteorológica Mundial afirma que o El Niño já está em curso e deve se intensificar até setembro, podendo chegar a forte e, conforme observações, dependerá de confirmação futura para classificar como muito forte.
  • O fenômeno deve elevar temperaturas acima da média em grande parte do planeta neste trimestre, aumentando o risco de ondas de calor, secas e chuvas extremas.
  • No Brasil, o Painel El Niño prevê chuvas acima da média no Sul e abaixo da média no Centro-Norte neste trimestre, com maior probabilidade de ondas de calor e incêndios florestais no segundo semestre.
  • Espera-se aquecimento dos oceanos, com temperaturas de superfície acima da média no Pacífico central e oriental, além de áreas do Índico e do Atlântico tropical, com efeitos até o fim de 2026 e parte de 2027.
  • Países já se preparam; o Peru declarou estado de emergência por 60 dias em centenas de municípios devido ao risco de fortes chuvas ligadas ao El Niño, afetando milhões de pessoas.

O Niño está em curso e deve se intensificar até setembro, atingindo forte intensidade, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM). A previsão aponta risco maior de eventos climáticos extremos em várias regiões.

A OMM informou que o fenômeno pode evoluir para um regime forte e não descarta a possibilidade de chegar a um estágio “muito forte” conforme novas observações. O El Niño aquece as águas do Pacífico equatorial central e leste.

O aquecimento das águas pode elevar temperaturas globais acima da média neste trimestre, aumentando a probabilidade de ondas de calor, secas e chuvas intensas. A influência tende a se estender até o fim de 2026 e parte de 2027.

O Pacífico, Índico e Atlântico tropical devem registrar temperaturas de superfície acima da média. Embora o pico seja típico entre novembro e fevereiro, os impactos tendem a aparecer meses depois, com efeitos observados globalmente.

Contexto global e regional

As previsões indicam padrão de El Niño forte, com secas na América Central, Caribe e partes da América do Sul. Também há redução de chuvas no sul da Ásia, Indonésia e Sudeste Asiático durante a temporada de monções.

Brasil e ações nacionais

No Brasil, o Painel El Niño aponta chuvas acima da média no Sul e abaixo no Centro-Norte neste trimestre. Altas temperaturas devem favorecer ondas de calor e elevar o risco de incêndios.

A ONU destacou mobilização sem precedentes para melhorar sistemas de alerta precoce e apoiar governos, especialmente na agricultura e saúde. Organismos nacionais integram as ações, com participação de entidades climáticas.

Preparação e impactos previstos

Especialistas destacam que, mesmo sem aumento comprovado de frequência, o aquecimento global pode ampliar efeitos dos eventos, fornecendo mais energia e umidade. Em áreas vulneráveis, os impactos tendem a ser mais severos.

Alguns países já tomam medidas. O Peru decretou estado de emergência por 60 dias em centenas de municípios devido ao risco de fortes chuvas associadas ao El Niño, com milhões sob alerta.

Fonte: Organização Meteorológica Mundial (OMM) e agências parceiras (RT, AFP, Lusa, ots).

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