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Glicação do colágeno: o açúcar compromete as fibras da pele precocemente

A glicação induzida pelo açúcar liga-se ao colágeno, tornando as fibras mais rígidas e acelerando o envelhecimento da pele

O excesso de açúcar afeta a firmeza da pele. (Foto: Fala Ciência via Gemini)
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  • A glicação ocorre quando açúcares se ligam ao colágeno e à elastina, alterando a estrutura e comprometendo a firmeza da pele.
  • O excesso de glicose gera ligações cruzadas nas fibras de colágeno, tornando-as mais rígidas, frágeis e menos funcionais, reduzindo a elasticidade.
  • Em consequência, surgem rugas precoces, flacidez, pele opaca, recuperação mais lenta de lesões e aumento do estresse oxidativo e da inflamação.
  • O colágeno dérmico tem renovação lenta, o que faz com que as alterações da glicação permaneçam por anos e deixem de ser simples questão de produzir mais proteína.
  • Um estudo de 21 de maio de 2026, no Journal of Cosmetic Dermatology, conduzido por Diala Haykal, destaca que os AGEs se acumulam no colágeno e na elastina, acelerando a degradação da pele; para reduzir a glicação, é possível adotar hábitos como reduzir açúcares adicionados, consumir mais vegetais, frutas e fibras, evitar ultraprocessados, manter atividade física e usar protetor solar diariamente.

A glicação, processo químico em que açúcares se ligam a proteínas como o colágeno e a elastina, pode acelerar o envelhecimento da pele mesmo sem rugas visíveis. Estudo publicado em 21 de maio de 2026 no Journal of Cosmetic Dermatology esclarece esse efeito. A pesquisa liderada por Diala Haykal reúne evidências sobre como os AGEs influenciam a pele.

Segundo a análise, o excesso de açúcares simples e alimentos ultraprocessados facilita a formação dos AGEs, que se acumulam no colágeno e na elastina. Esse acúmulo cria ligações cruzadas entre as fibras, deixando-as mais rígidas e frágeis. O resultado é menor elasticidade e resistência da pele.

A glicação reduz a capacidade da pele de suportar movimentos e de retornar ao formato original após deformações. Com o passar do tempo, surgem sinais como aparência opaca, flacidez e recuperação mais lenta de lesões. O processo também favorece inflamação e estresse oxidativo.

Efeito sobre o colágeno

O colágeno atua como sustentação da pele. Quando glicado, suas fibras se tornam menos funcionais e menos flexíveis. Consequência direta: menor firmeza e maior propensão a irritações e danos diários.

Pesquisadores ressaltam que o colágeno dérmico tem renovação lenta. Fibras alteradas pela glicação persistem por anos, o que torna a reversão parcial lenta. Assim, manter hábitos saudáveis é crucial para preservar o que já existe.

A revisão aponta que a glicação é um componente relevante do envelhecimento cutâneo, muitas vezes subestimado. Os AGEs ativam receptores celulares que aumentam inflamação e danos na matriz dérmica, ampliando a degradação das fibras.

Como reduzir o impacto

Apesar de não haver estratégia para eliminar completamente a glicação, algumas atitudes ajudam a atenuar o processo. Reduzir açúcares adicionados é uma das principais medidas.

Priorizar alimentação rica em vegetais, frutas e fibras também ajuda a diminuir a velocidade de formação de AGEs. Evitar ultraprocessados e manter atividade física regular são outras ações recomendadas.

O protetor solar diário completa o conjunto, pois a radiação ultravioleta acelera a degradação do colágeno. Mesmo sem resultados dramáticos, esses hábitos influenciam a qualidade do colágeno ao longo dos anos.

Os autores destacam que prevenir a glicação pode ser tão importante quanto tratamentos cosméticos. Cuidados diários, aliados a uma alimentação equilibrada, ajudam a manter a integridade das proteínas estruturais da pele.

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