- Exportações do Brasil para os EUA caíram 13% e para a Argentina 19,4% no 1º semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025.
- O país registrou superavit de US$ 42,4 bilhões até junho, puxado por exportações para a China e pelo aumento de petróleo bruto.
- As exportações para a China cresceram quase 22% no semestre; para a União Europeia, +12,8%.
- A queda para os EUA foi atribuída à base de comparação elevada de 2025, quando houve crescimento expressivo antes do aumento de tarifas.
- Em junho, as exportações para os EUA subiram 3,7% frente a junho de 2025, com petróleo bruto em alta de 89%, óleos combustíveis próximo de 300%, aeronaves +60,9% e carne bovina +89,2%, contribuindo para o desempenho.
- O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços revisou para cima a projeção da balança comercial de 2026, estimando superavit de US$ 90 bilhões e exportações de US$ 394,4 bilhões.
A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 42,4 bilhões no 1º semestre de 2026, apoiado pelo avanço das exportações de petróleo cru e pelo crescimento de vendas à China. Em relação ao mesmo período de 2025, as exportações tiveram alta de 11,5%.
As exportações para os Estados Unidos caíram 13% e para a Argentina, 19,4%, segundo dados da Secex, vinculados ao MDIC. As reduções refletem bases de comparação mais altas no ano anterior e menor demanda dos vizinhos.
Apesar das quedas setoriais, as vendas para os EUA em junho apresentaram aumento de 3,7% ante junho de 2025, com petróleo bruto registrando alta de 89%, óleos combustíveis quase triplicando, aeronaves e carne bovina também crescendo.
Desempenho por mercados
Herlon Brandão, diretor de Estatísticas da Secex, aponta recomposição das exportações brasileiras, com ganhos para a China (+~22% no semestre) e para a UE (+12,8%). Ele destaca base de comparação favorável ao petróleo como fator-chave.
A forte expansão na parcela de petróleo ajudou a sustentar o resultado de junho, com o Brent mais alto contribuindo para o aumento de receita e volumes de exportação do combustível.
Perspectivas e números totais
As importações somaram US$ 142,4 bilhões no 1º semestre, ante US$ 135,4 bilhões em igual período de 2025. O saldo, de US$ 42,4 bilhões, confirma o desempenho robusto do comércio exterior.
Diante dos números, o MDIC revisou para cima as projeções de balança comercial para 2026: superávit de US$ 90 bilhões e exportações de US$ 394,4 bilhões, frente as anteriores, de US$ 72,1 bilhões e US$ 364,2 bilhões.
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