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Jovem desenganada após AVC recebe diagnóstico de enxaqueca após quase 2 anos

Jovem teve AVC isquêmico por trombose venosa cerebral, diagnosticada tarde como enxaqueca, após anos de dores; alerta para exames de imagem e avaliação genética

Tayla Sanchez, hoje com 35 anos, quase morreu aos 25 — Foto: Arquivo Pessoal
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  • Tayla Sanchez, aos 25 anos, teve diagnóstico correto de trombose venosa cerebral com AVC isquêmico/hemorrágico após dores de cabeça persistentes desde 2015–2016, quando foi tratada inicialmente apenas como enxaqueca.
  • A evolução levou a convulsões, coma induzido e quase três semanas de internação; diagnóstico só ocorreu tarde devido a falha no equipamento de tomografia e negativa inicial de cobertura para o exame.
  • O uso de anticoncepcional hormonal por dez anos, aliado a predisposição trombótica genética, foi identificado como fator de risco; a trombose pode dificultar o fluxo sanguíneo no crânio, aumentando a pressão intracraniana.
  • Em caso de dor de cabeça que muda de padrão ou intensidade, especialmente em jovens, é necessária investigação por imagem para descartar trombose venosa cerebral; o tratamento habitual é anticoagulação plena.
  • Década depois, Tayla realiza acompanhamento médico, não usa mais anticoncepcional e permanece em acompanhamento para coagulação; especialistas defendem avaliação de trombofilias antes de prescrever anticoncepcionais combinados e alternativas seguras para quem tem risco.

Tayla Sanchez, aos 25 anos, viveu uma série de complicações após dor de cabeça persistente ser diagnosticada como enxaqueca por 18 meses. Em setembro de 2016, convulsões e coma induzido revelaram um AVC isquêmico desencadeado por trombose venosa cerebral. O diagnóstico tardio ocorreu em meio a dificuldades de acesso a exames.

O caso ganhou notoriedade por destacar falhas no caminho diagnóstico: o atendimento inicial insistiu em enxaqueca, enquanto o coágulo crescia dentro de veias do cérebro. Terapias de anticoagulação chegaram tarde, quando Tayla já apresentava danos significativos.

Aos 25 anos, Tayla acordou do coma com controle motor e fala comprometidos. Treinou meses para recuperar funções básicas, como escrita e locomoção. Hoje, uma relação genética de trombose foi identificada, e ela não utiliza mais anticoncepcionais hormonais.

O que aconteceu

A trombose venosa cerebral forma coágulos dentro dos seios venosos do cérebro, dificultando a retirada do sangue. O acúmulo eleva a pressão intracraniana, levando a isquemia e, em alguns casos, a hemorragia. Em Tayla, exames indicaram uma combinação de ambos processos.

Quem esteve envolvido

Equipe médica do hospital onde Tayla recebeu tratamento inicial, neurocirurgiões consultados posteriormente e hematologista que acompanhou a paciente após a alta. A história ressalta a necessidade de avaliação de risco trombótico antes de prescrever anticoncepcionais.

Quando e onde

O episódio ocorreu em setembro de 2016, em São Paulo, após meses de queixas de dor de cabeça. O AVC foi descoberto apenas quando o quadro evoluiu para convulsões e estado crítico, após atraso no diagnóstico.

Por que aconteceu

Especialistas apontam que o estrogênio presente em anticoncepcionais aumenta o risco de trombose, principalmente quando somado a fatores como genética de coagulação. Contudo, o risco varia conforme o perfil individual e outros hábitos de saúde.

Consequências e aprendizados

Tayla precisou reaprender movimentos, fala e coordenação. A recuperação foi facilitada pela neuroplasticidade de um cérebro jovem. Ela mantém acompanhamento hematológico e não utiliza mais pílula hormonal.

Relevância clínica

Especialistas defendem avaliação de trombofilias antes da prescrição de anticoncepcionais combinados, especialmente em pessoas com histórico familiar de coágulos ou fatores de risco. Alternativas com menor risco incluem progesterona isolada ou IUDs específicos.

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