- A ranger Kiyai Jane guia turistas e protege gorilas-das-montanhas no Parque Nacional Impenetrável de Bwindi, em Uganda.
- Existem pouco mais de mil gorilas-das-montanhas em liberdade, distribuídos entre Uganda, Ruanda e RD Congo; o gorila trekking é regulado com permissões e acompanhamento de rangers.
- Jane atua há quase oito anos na Uganda Wildlife Authority e afirma que a presença feminina na profissão vem aumentando, mas ainda é reduzida (cerca de vinte por cento).
- Em Bwindi vive aproximadamente metade da população mundial dessa espécie, tornando o acompanhamento dos visitantes essencial para a conservação.
- Jane diz sentir orgulho da função e que são a voz dos animais; Uganda é apresentada como a “Pérola da África” comíndices culturais e diversidade natural.
Kiyai Jane atua há quase oito anos como ranger da Uganda Wildlife Authority, guiando visitantes por trilhas íngremes da Floresta Impenetrável de Bwindi e protegendo gorilas-das-montanhas. A profissão, ainda dominada por homens, vem ganhando espaço para mulheres.
Na expedição realizada no Parque Nacional Bwindi, em Uganda, Jane conduziu o grupo com firmeza, paciência e atenção. Ela coordenou a rota, explicou regras de observação e manteve comunicação com rastreadores que já haviam seguido a família alvo.
A região abriga cerca de metade da população mundial de gorilas-das-montanhas, um total de pouco mais de mil exemplares em liberdade. A presença de visitantes segue rígida, exigindo planejamento, permissões e acompanhamento de rangers treinados para reduzir impactos.
Sobre a profissional e o papel das mulheres
Jane nasceu em Soroti, hoje atua em Kampala e passa boa parte do tempo em Bwindi. Em entrevista, destacou que a atuação feminina na Uganda Wildlife Authority ainda é restrita, representando cerca de 20% dos trabalhadores.
A trajetória de Jane reflete uma transformação gradual na conservação ambiental africana, com mais mulheres ocupando posições de liderança, pesquisa e proteção da vida selvagem. Em Bwindi, esse movimento contribui para a proteção de uma espécie altamente vulnerável.
Ao falar sobre a missão, Jane reforçou o orgulho de exercer a função: a ideia de ser “a voz” para animais que não podem falar por si mesmos. Esse compromisso orienta a atuação diária na região.
Bwindi e as visitas guiadas
Os gorilas-das-montanhas são uma das espécies mais raras do planeta, restritas a florestas montanhosas da região dos Grandes Lagos. O acesso aos encontros exige planejamento prévio, autorizações limitadas e a presença obrigatória de rangers.
A jornalista que acompanhou a roteiroizou a experiência como uma oportunidade de imersão na natureza e na cultura ugandense. A viagem foi organizada pela agência Nyumbu Beyond Journeys, destacando que Uganda oferece muito além do turismo de gorilas.
O relato enfatiza a importância do trabalho silencioso de profissionais como Jane para a conservação de uma espécie emblemática e para abrir caminhos para que mais mulheres ocupem espaços de proteção ambiental.
Em Bwindi, a vida selvagem e as paisagens continuam atraindo visitantes que buscam contato respeitoso com a natureza e aprendizado sobre a conservação na África.
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