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Rio cria comitê para enfrentar impactos do El Niño no estado

Comitê estadual coordenará ações intersetoriais e monitoramento contínuo para mitigar impactos do El Niño em saúde, recursos hídricos e energia

Equipes de resgate trabalham na busca por vítimas do deslizamento de terra no Morro da Oficina, dez dias após as chuvas em Petrópolis.
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  • Decreto assina a criação do Comitê Estadual de Enfrentamento aos Efeitos do El Niño do Rio de Janeiro, coordenado pela Secretaria de Defesa Civil, com foco em monitoramento, prevenção, preparação e resposta.
  • O comitê utilizará a estrutura administrativa existente e integrará o Sistema Estadual de Proteção e Defesa Civil (Siepdec), atuando de forma estratégica e intersetorial.
  • Principais fenômenos monitorados incluem estiagens, ondas de calor, baixa umidade, incêndios florestais e impactos na saúde pública, recursos hídricos, energia, agropecuária e grupos vulneráveis.
  • Composição reúne dezoito órgãos e entidades estaduais, como Defesa Civil, Saúde, Agricultura, Ambiente, Desenvolvimento Social, Educação, Segurança Pública, Infraestrutura, Ciência e Tecnologia, Corpo de Bombeiros, Inea, DRM-RJ e Agenersa; também foi criada a Sala de Situação do El Niño.
  • O comitê terá quatro câmaras técnicas permanentes: saúde/proteção social; agricultura/pecuária/segurança alimentar; incêndios florestais/ proteção ambiental; infraestrutura/energia/recursos hídricos, responsáveis por estudos, protocolos e planos de ação.

O Decreto que cria o Comitê Estadual de Enfrentamento aos Efeitos do El Niño do Rio de Janeiro foi assinado nesta sexta-feira (3). Ele será coordenado pela Secretaria de Defesa Civil e atuará em monitoramento, prevenção, preparação e resposta aos impactos do fenômeno no estado.

O comitê utilizará a estrutura administrativa já existente, reunindo diferentes órgãos para fortalecer a atuação integrada diante de eventos climáticos extremos. Integrará o Sistema Estadual de Proteção e Defesa Civil (Siepdec) e terá atuação estratégica e intersetorial.

O El Niño caracteriza-se pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial e está ligado ao aumento de eventos climáticos extremos. Entre os fenômenos monitorados estão estiagens, ondas de calor, baixa umidade, incêndios florestais e impactos em saúde pública, recursos hídricos, energia, agropecuária e vulneráveis.

O comitê permanecerá em funcionamento enquanto durar o monitoramento ativo do El Niño, com possibilidade de prorrogação por ato do governo fluminense.

Composição

O colegiado contará com representantes de 18 órgãos e entidades estaduais, incluindo as secretarias de Defesa Civil, Saúde, Agricultura, Ambiente, Desenvolvimento Social, Educação, Segurança Pública, Infraestrutura, Ciência e Tecnologia, além do Corpo de Bombeiros, Inea, DRM-RJ e Agenersa.

As atribuições envolvem integração entre estado, municípios, governo federal e concessionárias, monitoramento de cenários críticos, elaboração de protocolos e compartilhamento de informações.

A Sala de Situação do El Niño, vinculada à Defesa Civil, acompanhará indicadores climáticos, meteorológicos, hidrológicos, ambientais e operacionais. Emitirá boletins, análises e cenários para subsidiar respostas rápidas.

O Núcleo Interinstitucional de Inteligência da Sedec-RJ consolidará dados dos órgãos participantes para apoiar a tomada de decisões durante ocorrências associadas ao El Niño.

Câmaras técnicas

O comitê terá quatro câmaras técnicas permanentes: saúde e proteção social; agricultura, pecuária e segurança alimentar; incêndios florestais e proteção ambiental; e infraestrutura, energia e recursos hídricos.

Esses grupos elaborarão estudos, planos de ação e recomendações técnicas para cada área, fortalecendo a preparação do estado.

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