- Junho foi marcado pelo Dia Mundial do Oceano e por movimentos para que a COP31 seja uma “Blue COP”, destacando o oceano como protagonista da ação climática.
- O World Ocean Assessment III aponta deterioração acelerada do oceano: ele continua aquecendo, ficando mais ácido e perdendo oxigênio, o que afeta biodiversidade e serviços ecossistêmicos.
- Ecossistemas de carbono azul, como manguezais e pradarias marinhas, seguem fortemente subfinanciados, e ampliar proteção, restauração e financiamento é visto como medida custo-efetiva para enfrentar clima, biodiversidade e erosão costeira.
- Na Our Ocean Conference 2026, foram anunciados mais de 320 compromissos por governos, empresas e sociedade civil, totalizando US$ 6,4 bilhões para conservação e economia azul; Canadá destinou CAD 682 milhões e o Banco Mundial falou em US$ 1 bilhão para apoiar economias azuis.
- A 64ª sessão do SBSTA, em Bonn, evidenciou avanços rumo à COP31 e a Semana do Clima de Londres reforçou a necessidade de levar soluções à prática com financiamento estável para o Pacote Azul e o Mutirão Azul.
Noscilciência aponta que junho foi decisivo para manter o Oceano no centro da agenda climática. O mês coincidiu com o Dia Mundial do Oceano e reforçou o caminho para uma COP31 orientada pela ciência e pela proteção dos mares.
A Terceira Avaliação Global dos Oceanos (WOA-3), divulgada pela ONU, mostra deterioração acelerada da saúde marinha. Elevando o nível do mar a 4,3 mm/ano em décadas recentes, o documento cita derretimento de geleiras, Groenlândia e Antártica, e aquecimento oceânico como motor das mudanças.
O estudo destaca ainda aquecimento, acidificação e redução de oxigênio nos oceanos, impactos diretos sobre biodiversidade, pesca e ecossistemas. A capacidade do oceano de regular o clima e fornecer serviços ecossistêmicos fica comprometida.
> O WOA-3 ressalta a subfinanciamento dos ecossistemas de carbono azul, como manguezais e pradarias marinhas. O relatório recomenda ampliar proteção, restauração e financiamento dessas áreas como medida custo-efetiva para enfrentar clima, biodiversidade e degradação costeira.
Junho apontou convergência entre governos, setor privado e sociedade civil para manter o Oceano no centro da ação climática. Um marco foi a Conferência Our Ocean 2026, em Mombasa, no Quênia, com mais de 320 compromissos anunciados.
Entre os compromissos, governos, empresas e organizações somam US$ 6,4 bilhões para conservação marinha, pesca sustentável, resiliência climática e economia azul. O evento é apontado como plataforma para soluções concretas.
Compromissos relevantes
O Canadá destinou CAD 682 milhões ao Programa de Pequenos Portos, para fortalecer comunidades costeiras e economias locais ligadas à pesca. O Banco Mundial anunciou plano de US$ 1 bilhão para apoiar economias azuis mais resilientes.
Avanços institucionais
A 64ª sessão do SBSTA, em Bonn, serviu como etapa técnica para a COP31, a ser realizada em novembro, na Turquia. Houve avanços, mas com negociação mais lenta em alguns temas. A implementação não pode mais ser adiada.
Panorama recente e orientações
A Semana do Clima de Londres reforçou a necessidade de transformar ambição em ações rápidas, justas e inclusivas. O debate também enfatizou financiamento contínuo para soluções já apresentadas, como o Pacote Azul da COP30 e o Mutirão Azul.
Para o Oceano, a pauta exige ação rápida, com vontade política e investimentos, alinhados à urgência da crise climática. A professora Marinaez Scherer, doutora em Ciências Marinhas, reforça a relevância do tema como prioridade da agenda internacional.
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