- A telessaúde e a telemedicina ganham espaço no SUS, conectando pacientes a especialistas por vídeo e ampliando o acesso, incluindo atendimentos na unidade de saúde ou em casa.
- O projeto TeleAMES, iniciado em 2021 pelo Einstein em parceria com o Proadi-SUS, já realizou mais de 550 mil atendimentos em regiões Norte e Centro-Oeste.
- A pandemia acelerou o uso de atendimento remoto; a Lei nº 14.510/2022 deu segurança jurídica à modalidade e favoreceu a consolidação da assistência híbrida.
- A digitalização de prontuários e de sistemas como SIM, Sinan e e-SUS Linha da Vida visa reduzir retrabalho, melhorar o compartilhamento de informações e apoiar decisões com dados.
- A inteligência artificial pode fortalecer vigilância, regulação e planejamento de recursos, além de facilitar diagnósticos e ampliar o atendimento em áreas remotas, com iniciativas como o Banco de Imagens do Einstein.
A telessaúde e a inteligência artificial passam a moldar o atendimento no SUS, conectando pacientes de regiões remotas a especialistas sem deslocamentos longos. A expansão acontece com melhoria de acesso, integração de dados e novas formas de assistência.
Com a popularização, especialistas passaram a atuar junto a profissionais locais, unindo técnicas avançadas e conhecimento da realidade social de cada comunidade. O objetivo é reduzir encaminhamentos a centros de referência e personalizar o cuidado.
O uso de redes móveis e internet de banda larga favorece consultas por vídeo, muitas vezes feitas na unidade de saúde ou em casa, via celular. A prática ganhou impulso na pandemia e encontra amparo na regulamentação de 2022, que trouxe segurança jurídica à telemedicina.
Telemedicina e telessaúde: expansão e limites
Desde o início, consultas remotas focavam emergências, mas avançaram para atenção secundária, telemonitoramento, acompanhamento ambulatorial e retorno de exames. A telessaúde abrange diversas áreas, como telepsicologia e telereabilitação, além da medicina.
O projeto TeleAMES, lançado em 2021 pelo Einstein em parceria com o Proadi-SUS, conecta mais de 550 mil atendimentos em regiões Norte e Centro-Oeste. A iniciativa visa avaliar resultados antes de ampliar a rede pública.
Estudos práticos e custos
Um estudo publicado na revista JAMA descreve telerreabilitação integrada para pacientes com ventilação mecânica. Executado pelo Einstein e pelo Hospital Moinhos de Vento, o estudo incluiu 2 mil pacientes em hospitais públicos. A intervenção reduziu sequelas, mortalidade e tempo de internação.
Os autores apontam que nem todas as UTIs se beneficiam da mesma forma e ressaltam a heterogeneidade entre unidades. A viabilidade econômica do programa está em análise, com expectativa de relação custo-benefício elevada pela redução de gastos hospitalares e pela melhoria de desfechos.
Desafios de dados e interoperabilidade
A descentralização do SUS favorece capilaridade, mas exige integração de informações. Muitas unidades ainda lidam com papel, o que engessa o encaminhamento e aumenta a burocracia. A digitalização de prontuários e resultados facilita a troca entre níveis de atenção.
Sistemas como SIM e Sinan permanecem complexos, o que reforça a necessidade de interoperabilidade. Pesquisadores defendem treinamento contínuo de equipes e padronização de dados para melhorar a qualidade das informações.
Avanços estratégicos e IA
A inteligência artificial pode processar grandes volumes de dados e apoiar desde a gestão até o diagnóstico clínico. Estudos indicam potencial para prever surtos, otimizar filas e distribuir pacientes de forma mais eficiente.
Iniciativas como o Banco de Imagens, também do Einstein com o Proadi-SUS, visam criar um acervo acessível de imagens para apoiar diagnósticos por IA em todo o país. A expectativa é ampliar a capacidade de atendimento em regiões com poucos especialistas.
Visão geral
O avanço tecnológico no SUS parte de investimentos em conectividade, dados e capacitação. A integração de informações, aliada à aplicação de IA, pode ampliar a vigilância epidemiológica, melhorar a regulação e o planejamento de recursos.
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