- O Copernicus, programa da União Europeia, confirmou temperaturas da superfície do mar em junho acima do recorde anterior.
- Em 21 de junho, foram registrados 20,86ºC e 21ºC, superando os 20,83ºC de 2023 e 2024.
- As medições foram divulgadas em 1º de julho, quando o El Niño chegou ao Pacífico.
- Os maiores aumentos ocorreram no Mediterrâneo, no Mar Báltico, em áreas vizinhas ao Pacífico e na costa norte do Canadá.
- O aquecimento pode influenciar ventos alísios e padrões climáticos globais, com expectativa de mais recordes de temperatura nos próximos meses.
O Copernicus, o programa de observação da Terra da União Europeia, confirmou que as temperaturas da superfície dos oceanos atingiram recordes em junho. As medições apontam marcas acima de 20,8 ºC, associadas à chegada do fenômeno El Niño no Pacífico.
Em 21 de junho, o Serviço de Mudanças Climáticas e o Serviço Marinho Copernicus registraram 20,86 ºC e 21 ºC, respectivamente. Esses valores superam os recordes de 20,83 ºC observados em 2023 e 2024, segundo a operadora do sistema europeu.
Efetivos impactos e localização
O aquecimento não ocorreu de maneira uniforme: aumentos mais expressivos ocorreram no Mediterrâneo e no Mar Báltico, além de áreas que rodeiam o Pacífico e a costa norte do Canadá. O El Niño eleva a temperatura da superfície no Pacífico Equatorial e pode alterar ventos, correntes e padrões de precipitação globais.
A equipe do Copernicus aponta que o fenômeno tende a provocar mais recordes de temperatura nos próximos meses, enquanto especialistas monitoram se os picos atuais representam tendência prolongada. O objetivo é esclarecer a duração e a intensidade dessas variações climáticas.
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