- Com a chegada do frio, aumenta a automedicação para tratar sintomas respiratórios como febre e tosse.
- Sintomas parecidos podem mascarar doenças diferentes, dificultando o diagnóstico de gripe, covid-19, sinusite, pneumonia e alergias.
- O uso de antibióticos sem prescrição é comum e não atua contra vírus, além de contribuir para resistência bacteriana.
- Medicamentos comuns, como analgésicos, antigripais e descongestionantes, podem causar efeitos colaterais como pressão alta, problemas gástricos, sonolência e reações alérgicas.
- A prevenção, com hidratação, higiene das mãos, vacinação em dia e buscar atendimento médico quando os sintomas persistirem, é a melhor forma de evitar complicações.
Com a chegada do frio, cresce a automedicação para tratar sintomas respiratórios como febre, tosse e dor de garganta. Especialistas destacam riscos de agravamento de doenças e de resistência bacteriana por uso inadequado de antibióticos. Prevenção, como hidratação e vacinação, é essencial.
A coordenadora do curso de Farmácia da Faculdade Anhanguera, Nathalia Molina, aponta aumento no consumo de medicamentos sem orientação profissional, especialmente anti-inflamatórios, antibióticos e antigripais.
Sintomas parecidos podem esconder doenças diferentes. Descartar suspeitas sem avaliação pode mascarar sinais importantes e piorar quadros clínicos, já que gripe, covid-19, sinusite, pneumonia e alergias podem apresentar manifestações iniciais semelhantes.
Antibióticos: uso sem prescrição preocupa
O uso indiscriminado de antibióticos não combate vírus e não resolve quadros de resfriado. Além de ineficazes, pode aumentar a resistência bacteriana e comprometer tratamentos futuros.
Medicamentos comuns também trazem riscos. Analgésicos, antigripais e descongestionantes podem elevar a pressão arterial, causar gastrite e sonolência, com maior impacto em idosos, crianças e pacientes com doenças crônicas.
Prevenção como estratégia
Medidas simples ajudam a reduzir doenças respiratórias durante o frio. Manter hidratação, higienizar as mãos, evitar ambientes fechados em excesso e manter a vacinação em dia são recomendadas.
Nem todo sintoma requer medicamento imediato; observar o quadro e buscar atendimento quando os sinais persistem ou se intensificam é uma prática segura.
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