Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Cérebro cria sons no silêncio absoluto sem perceber

No silêncio absoluto, o cérebro gera sons internos pela atividade neural espontânea e pelo processamento preditivo, com possíveis alucinações auditivas leves

No silêncio absoluto, o cérebro pode gerar sons que parecem reais sem percebermos. (Imagem: Fala Ciência via Gemini)
0:00
Carregando...
0:00
  • O silêncio absoluto não é vazio para o cérebro: mesmo sem sons, o sistema auditivo fica ativo e pode gerar ruído interno que parece real.
  • Sem estímulos externos, essa atividade pode ficar perceptível, causando zumbidos, sons inexistentes ou sensação de pressão no ouvido.
  • A audição é construída de forma preditiva: com menos input externo, o córtex auditivo passa a depender mais da atividade interna, gerando percepções auditivas falsas.
  • Evidência científica mostra que o córtex auditivo sensível à fala se ativa em episódios espontâneos mesmo na ausência de som, segundo estudo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences.
  • Três mecanismos explicam o fenômeno: atividade neural espontânea, processamento preditivo e ganho sensorial aumentado, que promovem simulações auditivas internas no silêncio.

No silêncio absoluto, o cérebro não fica oco. Mesmo sem estímulos externos, o sistema auditivo permanece ativo, gerando um ruído interno que pode soar como som real para quem percebe. A ausência de som não é vazio para a audição.

A atividade neural ocorre de forma contínua, especialmente em áreas ligadas à audição. Em ambientes muito silenciosos, a falta de estímulos externos revela esse ruído interno, levando algumas pessoas a relatarem zumbidos, sons do ambiente ausentes ou sensação de pressão no ouvido.

Evidência científica sobre o silêncio

Pesquisadores liderados por Matthew D. Hunter mostraram, por meio de fMRI, que o córtex auditivo sensível à fala ativa-se mesmo sem sons. As ativações seguem padrões organizados e envolvem redes de atenção e interpretação.

Esses achados apoiam três mecanismos: atividade neural espontânea, processamento preditivo e ganho sensorial aumentado. Juntos, eles ajudam o cérebro a completar padrões ausentes em situações de silêncio.

Por que o cérebro “inventa” sons

A explicação envolve atividade neural contínua, tentativa de prever padrões sonoros e maior sensibilidade aos ruídos internos em ausência de estímulos externos. Assim, o silêncio estimula é como o cérebro gera simulações auditivas internas.

Em síntese, o silêncio não é apenas ausência de som. Ele é um estado de reorganização neural, no qual a audição não se desativa, mas se reconfigura, tornando mais perceptível o som interno gerado pelo sistema nervoso.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais