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O que afeta a saúde respiratória no inverno além do frio

Ar seco e maior concentração de poluentes elevam irritação das vias aéreas no inverno, aumentando gripes, resfriados e SRAG, especialmente entre asmáticos e idosos

Inverno reúne condições que favorecem a irritação e a inflamação das vias aéreas
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  • Em 2026, quase noventa mil casos de doenças respiratórias foram notificados até o momento, e quase metade teve resultado positivo para vírus respiratórios.
  • O aumento de gripes, resfriados e infecções respiratórias no inverno não é causado apenas pela queda de temperatura; fatores como ar seco, menor umidade e maior concentração de poluentes também influenciam.
  • Passar mais tempo em ambientes fechados e com ventilação inadequada facilita a transmissão de vírus respiratórios e pode piorar o desconforto respiratório.
  • Pessoas com asma, doença pulmonar obstrutiva crônica e rinite alérgica costumam sentir mais os sintomas, que podem piorar com poeira, ácaros, mofo, fumaça e cheiros fortes.
  • Cuidados recomendados: manter hidratação, ventilar os ambientes, reduzir poeira e mofo, evitar fumaça e usar lavagem nasal com soro; seguir o tratamento de rinite, asma ou outra doença e buscar avaliação profissional se surgirem sinais graves.

O aumento de sintomas respiratórios durante o inverno não se deve apenas à queda de temperatura. Estudos apontam maior circulação de vírus e irritação das vias aéreas nesse período, quando pessoas passam mais tempo em ambientes fechados.

Dados do Boletim InfoGripe da Fiocruz indicam crescimento de SRAG entre jovens, adultos e idosos. Cerca de 90 mil casos foram notificados em 2026 até o momento, com quase metade positive para vírus respiratório.

A presença de ar mais seco, menor umidade e poluentes concentra-se como fatores que agravam a irritação nasal e pulmonar. A transmissão de vírus aumenta em ambientes com ventilação inadequada.

Ar seco e poluentes

Dados do Qualar, da CETESB, mostram queda de umidade no inverno para a primavera de 2025 no Estado de São Paulo. Capital, Grande São Paulo e interior registraram tendência semelhante, com maior intensidade em Araraquara e São José do Rio Preto.

Também houve aumento das partículas inaláveis, como poeira e fuligem, em várias estações de medição. Partículas pequenas podem irritar nariz, garganta e pulmões.

A mucosa nasal funciona como barreira inicial, aquecendo e umidificando o ar. Em ar seco, surgem ardor, obstrução nasal, crostas e até pequenos sangramentos.

Riscos para quem já tem doenças

A pneumologista Aline Amouras explica que ar seco combinado a poluentes pode intensificar sintomas em quem tem asma ou DPOC. Pessoas com rinite alérgica ficam especialmente vulneráveis.

Além disso, itens domésticos como cobertores, tapetes e casacos acumulam poeira e ácaros no frio, aumentando irritação. Mofo, fumaça e cheiros fortes também podem atuar como gatilhos.

Cuidados para evitar quadros respiratórios

Specialistas recomendam hidratação, ventilação regular de ambientes e redução de poeira e mofo. Lavagem nasal com soro fisiológico ajuda a aliviar ressecamento.

Quem tem rinite, asma ou outra doença respiratória deve manter o tratamento prescrito. Em dias de ar ruim, reduza atividades físicas ao ar livre, especialmente crianças e idosos.

Caso apareçam febre alta, falta de ar, chiado ou piora dos sintomas, procure avaliação médica.

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