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Quedas em idosos podem indicar problemas de saúde subjacentes

Quedas em idosos não são normais; evidência aponta fragilidades ainda invisíveis, cuja identificação pode preservar autonomia e reduzir danos

A prevenção e a recuperação exigem uma abordagem multifatorial
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  • No Dia Mundial de Prevenção de Quedas, especialistas alertam que quedas não são normais com a idade e podem ser prevenidas.
  • Quedas costumam ser sinais de fragilidades como fraqueza muscular, desequilíbrio, efeitos de medicamentos e problemas visuais ou cognitivos.
  • Um único episódio pode comprometer independência, mobilidade e qualidade de vida, especialmente se houver fratura de quadril.
  • A prevenção é multifatorial: prática de atividade física, revisão de medicamentos, alimentação adequada e adaptações do ambiente.
  • Grupo de Trabalho da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia está desenvolvendo um manual para orientar a recuperação de idosos após quedas e reduzir novos episódios.

No Dia Mundial de Prevenção de Quedas, a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) destacou que as quedas entre idosos não são naturais do envelhecimento e podem sinalizar fragilidades ainda não identificadas. Especialistas ressaltam que episódios simples podem ter causas multifatoriais e merecem investigação cuidadosa.

A queda pode revelar perdas de força, alterações de equilíbrio, efeitos adversos de medicamentos e condições como doenças neurológicas, cardiovasculares ou declínio cognitivo. Fatores de risco incluem sarcopenia, marcha instável, sedentarismo, uso de múltiplos fármacos e déficits visuais ou auditivos. O objetivo é entender as causas para evitar novos episódios.

Além do aspecto físico, o impacto emocional também é relevante: a síndrome pós-queda leva à evasão de atividades, o que reduz a mobilidade, agrava a fraqueza e aumenta o risco de novos acidentes. Autonomia pode ser comprometida, com necessidade de cuidadores e piora da qualidade de vida.

Quando uma queda revela fragilidades invisíveis

A idade cronológica não determina tudo: duas pessoas da mesma faixa etária podem ter condições físicas muito diferentes. Uma queda pode representar risco menor para uma, e um gatilho de complicações para outra, devido a reservas musculares e ósseas distintas.

Para a médica geriatra Ana Laura de Figueiredo Bersani, quedas não devem ser vistas apenas como acidentes isolados. Fraturas, especialmente de quadril, costumam associar-se à perda de independência e aumento de hospitalizações, reforçando a necessidade de prevenção e fortalecimento ósseo.

A relação entre quedas e saúde óssea é destacada pela especialista: a osteoporose fragiliza ossos e a queda pode ser o gatilho de fratura; a queda é também um sinal para investigar fragilidades ainda não identificadas.

Núbia Carelli Pereira de Avelar, fisioterapeuta, ressalta que cada caso exige cuidado individualizado, com avaliação de fatores que influenciam mobilidade, funcionalidade e segurança. A prevenção pode incluir atividade física, revisão medicamentosa e adaptações no ambiente doméstico.

Grupo de Trabalho da SBGG desenvolve material para apoiar a recuperação

Um Grupo de Trabalho da SBGG, coordenado pelo Departamento de Gerontologia, trabalha no desenvolvimento de um manual para orientar profissionais de saúde na transição de cuidados de idosos que sofreram fraturas por quedas. O objetivo é facilitar a recuperação após alta hospitalar e reduzir novos episódios.

A mensagem principal é manter a prevenção como estratégia central. A queda não é inevitável e, quando evitada ou tratada precocemente, pode preservar a força, o equilíbrio e a autonomia dos idosos, ajudando a manter a qualidade de vida.

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