- Lafleur deixou de pertencer à AOC Pomerol e à designação Bordeaux para a safra de 2025, citando a necessidade de enfrentar as mudanças climáticas com precisão.
- A vinícola já começou a irrigar as vinhas neste ano, utilizando água de um reservatório de transbordamento no Dordogne, em quantidades pequenas e medidas.
- A irrigação começou no início de junho; no ano passado, a AOC Pomerol permitiu irrigação em 22 de julho, mas as condições extremas podem levar a novas autorizações.
- A finalidade é evitar o estresse hídrico, evitar que as plantas percam água e não queimem folhas ou frutos, simulando, na prática, chuva de verão.
- A Lafleur testa métodos como névoa entre as filas e usa sensores para monitorar conteúdo de água no solo e a saúde das vinhas, mantendo diálogo com produtores de outras regiões.
Will Bordeaux enfrentar regras de irrigação? Lafleur ampliou o uso de água neste ano, após se retirar, no ano passado, das AOC Pomerol e da designação Bordeaux. A mudança ocorre em meio a altas temperaturas registradas na região recentemente.
A equipe de Lafleur iniciou a irrigação das parreiras no início de junho, com água captada de reservatório no Douro-Dorgogne. A prática envolve pequenas e medidas aplicações, feitas em três momentos distintos, a partir de água própria da propriedade.
A boa parte do debate gira em torno de flexibilizações permitidas pela AOC de Pomerol. Autoridades são questionadas sobre concessões que ainda não foram anunciadas, diante do calor extremo que aflige a região.
Segundo Miles Davis, representante da Lafleur por meio da Vinum Fine Wines, as irrigações visam prevenir o estresse hídrico e danos às folhas, mantendo a planta em condições de captação de água. O objetivo é evitar que a videira pare de crescer devido ao calor.
A abordagem atual inclui a aplicação de água longe das raízes, entre as linhas de condução, para evitar irrigação direta. Além disso, a equipe testa um sistema de névoa suave, semelhante ao manejo de hortaliças, com sensores que monitoram a umidade do solo e a saúde das plantas.
A Lafleur mantém contato com produtores de New World, como Adelaide, Napa e Swartland, para comparar práticas e avanços. A prática de irrigação ainda depende de pareceres regulatórios, mas emerge como resposta a condições climáticas cada vez mais desafiadoras.
A vinícola tem reforçado que as decisões são baseadas em viticultura, buscando equilíbrio entre manejo técnico e sustentabilidade, sem transformar o manejo do terroir em rotina excessiva. O objetivo é preservar o potencial das safras sem dependência permanente de intervenção externa.
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