- No segundo semestre de 2025, os investimentos privados em fusão atingiram 13 bilhões de dólares, com alta de 30% globalmente e 85% concentrados na China e nos Estados Unidos.
- A Agência Internacional de Energia (IEA) estima que, até 2050, o setor de fusão possa ultrapassar 350 bilhões de dólares em valor.
- Ao todo, existem 77 startups buscando a maturidade comercial da fusão, sendo 42 nos Estados Unidos, 8 na China, 6 no Reino Unido e 4 na Alemanha.
- Excluindo fundos públicos, cerca de 13 bilhões de euros foram investidos no setor, com 53% indo para empresas dos EUA e aproximadamente um terço para chinesas; o restante fica para oito empresas europeias.
- A Alemanha aposta na fusão com tecnologia a laser, fortalecendo seu ecossistema, e tem mais de 2 bilhões de euros em investimentos públicos; o projeto ITER, no sul da França, segue atrasado e com operação prevista entre 2034 e 2036.
Nos investimentos globais em fusão nuclear cresceram para 13 bilhões de dólares no segundo semestre de 2025, com um salto de 30% em relação ao período anterior. O levantamento é da Fusion for Energy (F4E), braço da UE, e aponta concentração de 85% do financiamento em EUA e China.
A corrida pela fusão envolve governos, empresas e capital privado. A visão é de que a fusão pode gerar energia sem gases de efeito estufa, com menor risco de resíduos radioativos comparada à fissão. Ainda não há confirmação de viabilidade econômica de usinas em operação.
O peso do setor privado é notório: após 2025, o destaque fica com investimentos privados que atingiram 13 bilhões de euros, com maior parte destinado a EUA e China. A UE e outros países europeus somam parcela menor do financiamento.
Ecossistema global e projetos em andamento
Até 2034-2036, a ITER, grande projeto internacional no sul da França, deverá entrar em operação. O custo da iniciativa aumentou desde 2007 e envolve 35 países, incluindo EUA, UE, Rússia e China.
Ao redor do mundo, surgem startups focadas em fusão. Hoje são 77 empresas buscando levar a fusão ao mercado, conforme a F4E. Estados Unidos concentram 42 dessas empresas, seguidos por China (8), Reino Unido (6) e Alemanha (4).
Financiamento e atuação de grandes players
Excluindo fundos públicos, o investimento privado global em fusão alcançou 13 bilhões de euros até o fim de 2025. Aproximadamente 53% desse montante vai para empresas dos EUA, um terço para chinesas e o restante para oito companhias europeias.
No cenário americano, o impulso vem de investidores privados e de grandes empresas de tecnologia. Google participa da TAE Technologies, com aportes significativos e apoio técnico. A parceria inclui investimentos na Commonwealth Fusion Systems (CFS) e contratos de compra de eletricidade.
Perspectivas alemãs e estratégias nacionais
A Alemanha aposta no ecossistema local, com startups e centros de pesquisa atuando em conjunto. A Focused Energy, apoiada por Markus Roth, desenvolve tecnologia a laser e destaca a necessidade de cadeias de fornecimento mais eficientes para sistemas a laser.
O governo alemão considera a fusão uma tecnologia-chave para o futuro, com promessas públicas superiores a 2 bilhões de euros ao longo desta legislatura. Especialistas ressaltam que a geração de eletricidade ainda depende de avanços significativos e prazos longos.
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