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Fotos subaquáticas mostram navio naufragado em Noronha

Casal registra pela primeira vez a Corveta V-17 em Noronha com panorâmica subaquática, revelando a embarcação em sessenta e dois metros de profundidade

Um mergulhador com equipamento completo flutua à esquerda de um navio naufragado coberto de algas, no fundo do mar. Vários peixes nadam ao redor da embarcação e um peixe laranja-amarelo se destaca no primeiro plano, perto do leito marinho arenoso. A água é azul-clara na superfície e mais escura no fundo
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  • Mergulhadores Fabi Fregonesi e Raphael Gatti produziram a primeira imagem panorâmica da Corveta V-17, naufragada desde mil novecentos e oitenta e três, em Fernando de Noronha.
  • A corveta, com cerca de cinquenta e seis metros de comprimento, fica a duzentos e cinquenta metros de profundidade, tornando o mergulho viável apenas para mergulhadores experientes.
  • O painel panorâmico foi criado a partir de três fotografias reunidas em software específico, permitindo visão completa da embarcação pela primeira vez.
  • O registro foi feito durante uma expedição independente de três semanas que percorreu dezesseis pontos de mergulho do arquipélago, incluindo a Corveta, Pedras Secas I e II, Cabeço da Sapata e Trinta Réis.
  • O tempo de imersão no naufrágio era de sessenta e cinco minutos no total, com sessões de descompressão durante a subida, e exigiu planejamento detalhado e supervisão de instrutor para evitar interferência de bolhas e correntes.

A ilha de Fernando de Noronha ganhou uma visão inédita de um de seus símbolos submersos. A Corveta Ipiranga V-17, naufragada em 1983, teve a primeira imagem panorâmica subaquática criada por um casal de mergulhadores. O registro mostra toda a embarcação em uma única moldura, diferente de fotos tradicionais.

Os fotógrafos Fabi Fregonesi e Raphael Gatti produziram a panorâmica após aprenderem a técnica específica, que envolve várias fotos próximas e a montagem posterior. O projeto Panorâmicas de Noronha percorreu 16 pontos de mergulho do arquipélago, incluindo a Corveta, com foco na visualização global do ambiente.

A expedição levou três semanas e foi realizada de forma independente, sem patrocínio, com apoio logístico de uma empresa. O mergulho foi feito a 60 metros de profundidade, em condições de correnteza e iluminação desafiadoras, exigindo planejamento rigoroso e controle de tempo.

A jornada do casal até as panorâmicas

Antes de Noronha, Fabi e Raphael já mergulhavam há anos e passaram a fotografar com o objetivo de mostrar o que veem debaixo d’água. Hoje, atuam há mais de 15 anos no esporte, com Fabi especializada em fotografia subaquática e reconhecida internacionalmente.

O casal explica que a panorâmica permite revelar a grandiosidade de ambientes que as fotos tradicionais não captam. A técnica reúne vários cliques de perto e, depois, o software une tudo em uma única imagem de tamanho grandioso.

Para registrar a Corveta, a dupla teve de manter um ritmo apertado: apenas 15 a 17 minutos no fundo, com pausas de descompressão para retornar à superfície com segurança. Um instrutor acompanhava a operação, garantindo a precisão técnica.

Os equipamentos usados são modelos profissionais: Fabi com Canon 5D Mark IV e flash subaquático; Raphael com Nikon D850 e lente olho de peixe. As imagens foram montadas a partir de três fotografias na etapa final, com ajustes de cor e textura.

Como foi capturada a panorâmica da Corveta

O processo envolve capturar várias imagens bem próximas, com pontos de interseção comuns. O software PTGui monta as fotos em um panorama único, seguido de correções manuais para alinhamento e qualidade. A água, porém, impõe distorções que exigem mais sobreposição entre as imagens.

A Corveta foi tema central da expedição, cuja logística incluiu a orientação de um capitão que presenciou o naufrágio em 1983. A equipe também considerou a presença de outros mergulhadores para não comprometer as tomadas.

Mesmo com o resultado positivo, houve ajustes até chegar à imagem final. Em algumas ocorrências, faltou material suficiente, o que obrigou os mergulhadores a retornar a pontos específicos para novas fotos.

Desdobramentos e impacto

A panorâmica revela detalhes do navio — proa, hélice, canhão e casa de máquinas — com uma visão integrada até então inédita para Noronha. A imagem visa ampliar a compreensão do ecossistema marinho e incentivar a conservação da região.

No conjunto do projeto, outras panorâmicas abrangeram pontos como Pedras Secas I e II, Cabeço da Sapata e Trinta Réis, sempre com a presença de um mergulhador para servir de escala. O objetivo é mostrar a dimensão do ambiente sob o mar.

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