Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Médicos orientam sobre como frear doenças inflamatórias intestinais

Prevalência de doenças inflamatórias intestinais aumenta no Brasil; no Distrito Federal, Crohn respondeu por 336 internações e retocolite, 295, desde 2023, associadas a hábitos modernos

Maiara Luize tem mais qualidade de vida após tratamento bem-sucedido - (crédito: Davi Pereira/CB/D.A Press)
0:00
Carregando...
0:00
  • Doenças inflamatórias intestinais, como Crohn e retocolite, têm previsão de crescimento no Brasil; no Distrito Federal, 336 internações por Crohn e 295 por retocolite ocorreram de 2023 até abril deste ano, segundo a Secretaria de Saúde.
  • O diagnóstico envolve exames laboratoriais, endoscópicos e radiológicos, com ênfase na identificação precoce para evitar danos permanentes.
  • O Crohn pode atingir qualquer parte do trato gastrointestinal; a retocolite afeta o intestino grosso, com inflamação contínua da mucosa.
  • Fatores associados ao aumento da prevalência incluem industrialização, dieta ocidentalizada, poluição, uso indiscriminado de medicações (incluindo antibióticos) e hábitos de vida como sedentarismo, sono inadequado e estresse; o tabagismo é considerado fator de mau prognóstico.
  • O HUB/IHBDF coordena atendimento interdisciplinar (gastroenterologia, coloproctologia, nutrição e infusão de imunobiológicos) para DIIs, além de enfatizar mudanças de estilo de vida, como reduzir ultraprocessados, carne vermelha e, em alguns casos, eliminar leite da dieta.

Médicos orientam sobre frear doenças inflamatórias intestinais, destacando que hábitos como estresse e dietas ultraprocessadas podem intensificar o quadro. No Distrito Federal, DIIs como Crohn e retocolite já superam 100 pacientes por 100 mil habitantes.

A Doença de Crohn representou 336 internações entre 2023 e abril deste ano no DF, enquanto a retocolite somou 295, segundo a SES-DF. A identificação envolve exames laboratoriais, endoscópicos e radiológicos.

Maiara Luize dos Santos, 34 anos, foi diagnosticada com Crohn em 2017. Ela descreve episódios de dor e má alimentação, que impactaram sua saúde e rotina. O caso dela exemplifica o atraso comum no diagnóstico de DIIs.

Durante o tratamento, iniciado no Hospital Universitário de Brasília em 2019, Maiara chegou a 33 kg. O impacto foi físico e emocional, com necessidade de ajuste de imagem e autoestima. A assistência no HUB integra gastroenterologia, coloproctologia, nutrição e infusão de imunobiológicos.

Fatores de risco e manejo

Gastroenterologista Renata Filardi S. Durante aponta industrialização, dieta ocidentalizada, poluição e uso indiscriminado de antibióticos como fatores ligados ao aumento de casos. A orientação é buscar diagnóstico precoce para evitar danos estruturais.

O HUB, referência no atendimento a DIIs, defende um cuidado integral pelo SUS. O tratamento envolve mudança de hábitos, com redução de ultraprocessados, carnes embutidas e melhoria na qualidade do sono, além de manejo do estresse.

Maiara relata que mudou a alimentação, retirando leite e reduzindo carne vermelha. Hoje mantém uma rotina ativa, participa de eventos e pratica atividades como corrida, mantendo a autonomia e a participação social.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais