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O Sol pode afetar o GPS neste momento

Tempestades solares podem reduzir a precisão do GPS e impactar satélites e redes, mesmo quando usuários não percebem: estudo recente avalia os riscos

Tempestades solares podem interferir silenciosamente no GPS, em satélites e em sistemas de comunicação. (Imagem: Fala Ciência via Gemini)
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  • A atividade solar pode alterar a ionosfera e, assim, provocar pequenas variações na transmissão de sinais de navegação, potencialmente impactando o GPS.
  • Eventos de maior atividade solar, como erupções e ejeções de massa coronal, podem afetar satélites, comunicações e a sincronização de redes que dependem de precisão.
  • A maior parte da internet mundial segue por cabos submarinos, mas serviços via satélite e sincronização remota podem sofrer impactos indiretos durante tempestades solares.
  • Um estudo publicado em 7 de maio de 2026 na Rendiconti Lincei. Scienze Fisiche e Naturali, assinado pelo principal Francesco Berrilli, aborda como ventos solares e ejeções alteram o ambiente espacial e a precisão dos sinais.
  • Mesmo em dias tranquilos, o Sol influencia a tecnologia do cotidiano, e pesquisadores trabalham para prever essas perturbações e reduzir impactos em sistemas dependentes de satélites.

O Sol, embora essencial para a vida, pode perturbar a atmosfera terrestre e afetar tecnologias usadas no dia a dia, como GPS, navegação e comunicações por satélite. As variações ocorrem mesmo quando a atividade solar permanece abaixo de grandes eventos.

A maioria das interferências ocorre de forma discreta, o que dificulta a percepção pelos usuários. Engenheiros e operadores de sistemas espaciais acompanham essas mudanças, principalmente em períodos de maior atividade solar.

Quando o Sol se torna mais ativo, erupções solares e ejeções de massa coronal podem alterar a ionosfera, camada ionizada da atmosfera, que influencia sinais que passam pelo espaço próximo à Terra.

Essa alteração pode reduzir a precisão de sinais de GPS, já que o tempo de viagem entre satélite e receptor varia com a ionosfera. Em casos intensos, há risco de erros de posicionamento e instabilidades nas comunicações.

Outros efeitos incluem maior desgaste de satélites em órbitas baixas e desafios em serviços que exigem sincronização precisa, como redes elétricas e sistemas financeiros. Correções automáticas ajudam a mitigar parte desses impactos.

A maior parte da infraestrutura de internet depende de cabos submarinos; ainda assim, serviços que dependem de satélites para comunicação ou sincronização podem sentir reflexos da atividade solar.

Estudo recente sobre os impactos

Em 7 de maio de 2026, a revista Rendiconti Lincei publicou pesquisa de Francesco Berrilli que revisa como erupções solares e ventos solares afetam a geodésia e a navegação por satélite. O trabalho destaca os desafios para manter precisão.

A pesquisa aponta que entender a dinâmica da ionosfera melhora a previsão dessas perturbações, permitindo ajustes de satélites, proteção de equipamentos e redução de impactos antes que ocorram.

Embora eventos extremos sejam raros, o avanço científico oferece ferramentas para mitigar efeitos e manter a confiabilidade de sistemas dependentes de satélite, mesmo em dias de atividade solar ainda moderada.

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