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Redes sociais superam consultórios na busca por cuidados com a pele no país

Redes sociais são a principal fonte de informação sobre cuidado com a pele para 19% da população, destacando a necessidade de orientação médica especializada

Cristine Rochol/PMPA / Porto Alegre 24 horas
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  • A Datafolha aponta que 19% da população usa redes sociais e influenciadores como principal fonte de informações sobre cuidados com a pele no Brasil.
  • No país, 54% buscam informações sobre pele, produtos, procedimentos e profissionais; 14% procuram médicos presencialmente e 9% recorrem a vídeos no YouTube.
  • As doenças de pele afetam entre 4,7 e 4,9 bilhões de pessoas no mundo e são grandes causas de incapacidade; em 2025, a Organização Mundial da Saúde reconheceu a pele como prioridade global de saúde pública.
  • Entre brasileiros de 16 a 24 anos com acne, principal motivo de consulta dermatológica, 70% ainda não procuraram um dermatologista.
  • Especialistas ressaltam a importância da orientação médica para diagnóstico e tratamento, apesar da influência das plataformas digitais no cuidado com a pele.

A pele é o maior órgão do corpo humano e doenças dermatológicas afetam até 4,9 bilhões de pessoas globalmente, segundo a The Lancet. O Dia Mundial da Saúde da Pele ganha relevância com esse cenário, promovido pela ILDS e apoiado no Brasil pela SBD e pela SBD-RS.

No Brasil, a pesquisa Datafolha aponta que 54% da população busca informações sobre pele e procedimentos. Entre esse total, 19% recorrem a redes sociais e criadores de conteúdo, e 9% buscam orientações no YouTube. Apenas 14% procuram médicos presencialmente.

A pesquisa também revela que 13% utilizam sites de busca ou páginas médicas como fonte de consulta. Entre jovens de 16 a 24 anos com acne, 70% ainda não procuraram um dermatologista.

No âmbito mundial, a OMS reconheceu, em 2025, que as doenças de pele devem receber prioridade em saúde pública, com ações para ampliar diagnóstico, tratamento, educação e combate ao estigma.

Redescoberta da prioridade em saúde da pele

Ao analisar os dados, a SBD ressalta a necessidade de enfatizar a avaliação médica. A pele pode sinalizar doenças sistêmicas, infecções e cânceres, tornando a orientação clínica essencial para diagnóstico e segurança no tratamento.

O estudo também destaca diferenças geracionais: jovens citam autoestima como motivador principal para cuidar da pele, enquanto grupos de maior idade priorizam a prevenção de doenças.

Desafios de acesso e qualidade de atendimento

Segundo a SBD, menos da metade da população mundial com acometimento cutâneo tem acesso adequado à dermatologia. O texto aponta que ampliar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento é parte de uma agenda de saúde pública mais ampla.

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