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Sol artificial chinês começará a gerar eletricidade em 2030

China avança com o “sol artificial”: testes de bobina supercondutora aprovados; geração de eletricidade prevista para 2030, com queda de custo e maior capacidade

O modelo de fusão nuclear é diferente da produção de energia pela fissão nuclear como é feita nas usinas nucleares padrão. Esse método ainda não foi completamente desenvolvido por nenhum país do mundo
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  • No fim de junho, dois ímãs supercondutores desenvolvidos na China passaram nos testes de aceitação técnica e de desempenho para o reator de fusão conhecido como “sol artificial”.
  • A conclusão da bobina solenóide central supercondutora de alta temperatura está prevista para o fim de 2027, com a primeira geração de eletricidade esperada por volta de 2030.
  • Para reproduzir o mecanismo solar, o combustível precisa atingir temperaturas superiores a cem milhões de graus Celsius, mantido por campos magnéticos para evitar o contato com as paredes.
  • A fusão do deutério presente em um litro de água do mar equivale a energia de cerca de 300 litros de gasolina, com geração mínima de resíduos nucleares de alta radioatividade e sem emissões de carbono na produção.
  • Os oceanos contêm cerca de 45 trilhões de toneladas de deutério, considerados suficientes para abastecer a demanda global por bilhões de anos; o peso de uma bobina passou de 350 para 580 toneladas, e o custo do material supercondutor caiu de 400 yuans por metro para 100 yuans por metro.

O projeto chinês de um “sol artificial” atingiu uma etapa relevante: dois ímãs supercondutores para um reator de fusão nuclear passaram por testes de aceitação técnica e desempenho em condições reais no fim de junho. A meta é gerar energia para a rede até 2030, na China, com base no processo de fusão nuclear semelhante ao do Sol.

A bobina solenóide central, supercondutora de alta temperatura, foi aprovada entre os equipamentos. A conclusão deste componente está prevista para o fim de 2027, mantendo o cronograma para a geração de eletricidade na etapa inicial por volta de 2030.

Progresso técnico e impactos

Para reproduzir a liberação de energia do Sol, o combustível deve alcançar temperaturas superiores a 100 milhões de graus Celsius, mantidas por campos magnéticos para evitar o contato com as paredes do reator. Atualmente, a fusão controlada usa deutério, extraído da água do mar.

Segundo pesquisadores, a energia gerada pela fusão do deutério presente em 1 litro de água do mar equivale a cerca de 300 litros de gasolina, com geração mínima de resíduos de alta radioatividade e sem emissões de carbono durante a produção.

Avanços estruturais e custo

Os ímãs aprovados foram desenvolvidos integralmente na China, desde as matérias-primas até o design e fabricação. O custo do material supercondutor caiu de 400 yuans por metro para 100 yuans por metro.

As novas bobinas ficaram mais pesadas e maiores, elevando o potencial de geração. Uma bobina passou de 350 para 580 toneladas, fortalecendo a capacidade do futuro reator de fusão.

Contexto global e recursos naturais

As reservas de deutério nos oceanos somam dezenas de trilhões de toneladas, consideradas suficientes para sustentar a demanda global por bilhões de anos, conforme o consumo atual. Assim, economias ao redor do mundo investem no desenvolvimento da fusão nuclear como fonte de energia.

Fonte: CGTN.

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