- Open banking permite que o consumidor compartilhe dados bancários entre instituições com autorização específica, que pode ser cancelada a qualquer momento.
- A iniciativa ocorre em quatro fases até o fim do ano, incluindo serviços de pagamentos, crédito, comparadores de tarifas e apps de aconselhamento financeiro.
- Empresas de diversos setores poderão usar os dados para criar score de crédito e oferecer taxas mais atrativas, aumentando a competição e o poder de escolha do consumidor.
- Os novos players precisam investir em TI e segurança, adotando APIs e código aberto, para entregar tecnologia robusta e proteção de dados.
- A LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais) está em vigor; sanções por vazamento vão até 2% do faturamento, limitadas a R$ 50 milhões.
O open banking avança no Brasil com a promessa de estimular inovação e ampliar opções de pagamento, crédito e serviços financeiros. O Banco Central define o movimento como uma oportunidade para organizações de todos os portes oferecerem soluções mais simples, rápidas e seguras aos consumidores.
A ideia é permitir que o consumidor compartilhe dados de contas com consentimento, entre instituições, por prazo e finalidade determinados, com possibilidade de cancelamento a qualquer momento. A operação dependerá de autorização explícita do cliente.
Com o compartilhamento de dados, varejistas, redes de varejo e até fabricantes poderão usar históricos para formar score de crédito, ofertar taxas competitivas e ampliar meios de pagamento. A competição tende a beneficiar o bolso do consumidor.
O mercado já observa a entrada de novos players digitais, que precisarão manter alto nível de usabilidade e segurança. Aplicativos e plataformas devem oferecer experiência igual ou superior à dos bancos tradicionais, segundo executivos do setor.
Para que o open banking funcione, empresas precisam estruturar TI capaz de tratar dados com rigor. A iniciativa utiliza APIs e código aberto, exigindo proteção robusta de informações pessoais para evitar vazamentos e impactos na confiança.
LGPD aumenta o peso da proteção de dados. As sanções, que passam a ser aplicadas a partir de agosto, chegam a multas de até 2% do faturamento, limitadas a 50 milhões de reais. Vazamentos podem causar danos irreparáveis à reputação.
Dados vazados elevam o custo da confiança na relação com o consumidor, além de potencialmente frear a adoção de soluções abertas. Em meio à transformação digital, empresas precisam demonstrar transparência e responsabilidade no tratamento das informações.
Fases do Open Banking
O BC autorizou o andamento em quatro etapas, com implementação gradual até o fim deste ano. O compartilhamento ocorrerá apenas com consentimento explícito do usuário e para finalidades determinadas.
Papel das empresas e proteção de dados
Analistas afirmam que varejo, indústria e serviços podem explorar dados para oferecer crédito com condições mais atrativas, desde que cumpram normas de segurança. O mercado exige investimentos em infraestrutura de TI.
Embratel como facilitadora tecnológica
A Embratel destaca que atua como facilitadora digital, oferecendo soluções de telecom, cloud, omnichannel e segurança personalizadas. A intenção é apoiar a transformação digital de empresas diante do open banking.
Entre na conversa da comunidade