- O Brasil tem visto aumento de investidoras estrangeiras e fundos soberanos na infraestrutura, evidenciado por investimento direto de US$ 70,7 bilhões até setembro de 2022, apontando abertura contínua da economia.
- O setor de telecomunicações é fortemente dominado por estrangeiras, com Vivo (origem portuguesa e espanhola), Tim (Itália) e Claro (controlada por Carlos Slim, do México); a Oi ficou em recuperação judicial e vendeu operações móveis para os líderes do setor.
- Na logística, investidores estrangeiros atuam em aeroportos (Aena, Vinci Airports, Fraport, Inframérica, Zurich) e em rodovias (Arteris, EcoRodovias, AB Concessões), além de parcerias como o Guarulhos com Invepar e Airports Company South Africa.
- No saneamento, há avanço privado com Aegea, Corsan e BRK Ambiental; há preocupação com mudanças regulatórias futuras e a meta de universalizar água e esgoto até 2033, com investimento estimado em trilhões de reais.
- Em energia, óleo e gás, há gigante presença estrangeira (Enel, AES Brasil, Engie, EDP; chinesas State Grid, Three Gorges, CGN, SPIC) e projetos como Landulpho Alves com Mubadala; companhias brasileiras também buscam expansão global.
O Brasil tem vivenciado um processo contínuo de internacionalização de sua economia. Nos últimos 30 anos, multinacionais e fundos soberanos passaram a atuar em setores estratégicos, como telecomunicações, logística, saneamento e energia. Dados indicam aumento de investimentos diretos e participação estrangeira no mercado interno.
Setor de telecomunicações mostra liderança de empresas estrangeiras. Vivo tem origem portuguesa e espanhola, Tim é italiana e Claro é controlada pelo grupo mexicano de Carlos Slim. A Oi, privatizada na década de 1990, vendeu móvel a esses grandes players, que já investem pesado em 5G desde 2021.
Nova dinâmica de logística e aeroportos
Abertura dos aeroportos a capitais internacionais marcou رمز dessa tendência. Aena, Vinci Airports, Fraport, Inframérica e Zurich administram terminais no Brasil, incluindo Guarulhos, Porto Alegre, Fortaleza, Brasília e Natal. Parcerias com fundos de pensão e entidades estrangeiras sustentam operação.
Rodovias e ferrovias também recebem investimentos globais. A Arteris e a AB Concessões operam trechos com participação de Abertis e Brookfield, enquanto a Ferrovia Norte-Sul conta com a VLI e investidores internacionais. A Ferrovia de Integração Oeste-Leste envolve a empresa Bamin, ligada ao grupo Eurasian Resources.
Saneamento e energia: ampliação de participação externa
O saneamento, antes dominado por estatais, recebe novos players desde 2020. Aegea, Iguá e BRK Ambiental expandem concessões com apoio de fundos internacionais. R$ 345 bilhões devem ser investidos até 2033 para universalizar serviços de água e esgoto. Governo local e federal acompanham o ritmo.
No setor de energia, empresas italianas, americanas, francesas e portuguesas atuam com grande peso. Enel, AES Brasil, Engie, EDP e Equatorial compõem o mapa. A China aparece como investidora expressiva por meio de State Grid, Three Gorges, CGN e SPIC, entre outras, em operações de fusões e aquisições.
Óleo, gás e abertura de mercado
No petróleo e gás, a Petrobras permanece dominante, com participação de capital misto. Mubadala adquiriu a refinaria Landulpho Alves e criou a Acelen. Parceiras com CNODC e CNOOC avançaram na exploração do pré-sal, especialmente na Bacia de Santos. O governo já sinalizou mudanças de modelo regulatório sob novas gestões.
Abertura de mercado segue como desafio e motor. Mesmo com resistência, a economia brasileira atrai capital externo e também projeta empresas brasileiras com atuação global, especialmente nos setores de agronegócio, carne e indústria. A série Brasil à Frente, do Poder360, resume esses movimentos e seus impactos.
Fonte principal: reportagem do Poder360, que acompanha a evolução de investimentos estrangeiros e da abertura econômica brasileira nas últimas décadas.
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