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Contratação de engenheiros supera patamar anterior à Lava Jato

Contratação de engenheiros ultrapassa patamar pré-Lava Jato; 263,4 mil empregados em outubro evidenciam recuperação, com retorno de profissionais experientes e jovens ao canteiro

Número de contratados atingiu 263,4 mil em outubro; é o dado mais recente disponível. Na foto, de um banco de imagens frias, engenheiros analisam obra
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  • Em outubro, o total de engenheiros contratados chegou a 263,4 mil, o dado mais recente disponível pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
  • O auge da década ocorreu em abril de 2014, com 224,7 mil engenheiros contratados; naquela época, a Lava Jato já avançava e as obras enfrentavam dificuldades, reduzindo a receita das principais construtoras.
  • O maior saldo negativo entre contratações e demissões ocorreu em dezembro de 2014, com 7.043; em fevereiro de 2017, havia 151.388 empregados, 33% abaixo do pico.
  • A recuperação veio a partir de 2021: setembro atingiu 225,9 mil engenheiros; em 2022, houve mais contratações que demissões, chegando a 263,4 mil em outubro.
  • O mercado passou a ter canteiros com jovens abaixo de 30 anos convivendo com profissionais experientes de até 70; muitos profissionais qualificados atuam no exterior, sobretudo em hidrelétricas.

Foi registrado um avanço expressivo na contratação de engenheiros no Brasil, com o total de admitidos alcançando 263,4 mil em outubro, segundo o Caged. Dados recentes indicam recuperação após períodos de queda acentuada.

Em abril de 2014, o país chegou a contratar 224,7 mil engenheiros, pico da década. Naquele ano já havia impactos da Lava Jato nas obras de grande porte, com perda de contratos e redução de faturamento de grandes empreiteiras.

A partir de 2015, o emprego nesse segmento recuou, atingindo mínimo em 2017, quando o total de trabalhadores chegou a 151,4 mil. A recuperação começou apenas em 2021, mesmo durante a pandemia, com o emprego voltando a superar níveis anteriores.

Em 2022, as contratações passaram a ser positivas mês a mês. O montante de profissionais contratados subiu, e em outubro de 2023/2024 o valor mais recente disponível atingiu 263,4 mil, indicando retoma da demanda por infraestrutura.

Panorama do emprego em engenharia

O retorno ao mercado não tem sido homogêneo. Profissionais jovens, com menos de 30 anos, passaram a atuar ao lado de trabalhadores experientes, muitos com mais de 60 anos que foram chamados de volta ao trabalho.

Executivos de empreiteiras destacam a necessidade de requalificação e de estratégias de recrutamento para recompor equipes, especialmente em áreas técnicas críticas. O retorno envolve treinamento prático nas obras.

Setores como hidrelétricas enfrentam particular dificuldade de mão de obra qualificada. Federações apontam disputa por talents entre empresas e a necessidade de formação voltada a segmentos específicos.

Perspectivas e limites

Especialistas apontam que, se houver retomada intensa de obras de infraestrutura, o Brasil poderá recompor parte relevante do quadro de engenheiros. Contudo, há preocupação com a escassez de mão de obra qualificada em determinadas especialidades.

Entidades do setor destacam ainda que, para manter o ritmo, será preciso ampliar programas de atração e retenção, além de incentivar a formação de engenheiros com foco em infraestrutura pesada.

Instituições acadêmicas ressaltam o otimismo. O índice de confiança da construção está entre os mais altos dos últimos nove anos, sinalizando expectativa positiva para o próximos meses.

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