- A Fundação Getulio Vargas (FGV) informou, no dia 7 de outubro, que o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) de setembro subiu para 0,36%, superando os 0,20% de agosto.
- O IGP-DI acumula queda de 1,27% no ano e alta de 2,31% nos últimos doze meses, sendo influenciado por commodities como café, milho e carne bovina.
- O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também acelerou, registrando 0,65%, em comparação à deflação de 0,44% em agosto, com o reajuste do bônus de Itaipu impactando os preços.
- Cinco classes de despesa, incluindo habitação, educação, transportes, alimentação e comunicação, mostraram aumento nas taxas de variação.
- O mercado aguarda a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) nesta semana, que pode influenciar a taxa Selic e o consumo no Brasil.
A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou, no dia 7 de outubro, que o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) de setembro registrou uma alta de 0,36%, superando os 0,20% observados em agosto. Este índice acumula uma queda de 1,27% no ano e uma alta de 2,31% nos últimos doze meses. O aumento foi impulsionado principalmente por grandes commodities, como café, milho e carne bovina.
Além disso, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou uma aceleração significativa, subindo para 0,65%, em contraste com a deflação de 0,44% em agosto. A FGV destacou que o reajuste relacionado ao bônus de Itaipu foi um fator importante para essa elevação nos preços ao consumidor. Entre as classes de despesa, cinco mostraram avanços nas taxas de variação, incluindo habitação, educação, transportes, alimentação e comunicação.
Expectativa do IPCA
Nesta semana, o mercado aguarda a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é utilizado pelo Banco Central para monitorar a meta de inflação. A persistência de uma inflação acima da meta pode levar o BC a manter a Selic elevada por um período prolongado, impactando o consumo e os lucros de empresas dependentes de crédito. Tal cenário também pode reduzir o apetite por ações de setores sensíveis, como varejo e construção.
Dessa forma, os dados do IGP-DI e IPC são cruciais para entender a dinâmica inflacionária e suas repercussões na economia brasileira, especialmente em um contexto de incertezas econômicas.
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