- O domínio Georges Mugneret-Gibourg, na Borgonha, é hoje referência, administrado pelo duo de mulheres Marie-Christine Teillaud-Mugneret e Marie-Andrée Nauleau-Mugneret, filhas de Georges Mugneret, que morreram em 1988.
- Após a morte do pai, não houve venda das parcelas; a mãe, Jacqueline, apoiou a continuidade, e as irmãs ingressaram no negócio em 1988 (Marie-Christine) e 1991 (Marie-Andrée).
- As duas continuam como equipe: uma atua na cave, a outra na vinha, produzindo vinhos que destacam a pureza e a finesse do Pinot Noir, próximos aos vizinhos de Vosne-Romanée.
- A cooperação entre o enólogo e o terroir é destacada pelas sisters, que veem o terroir e o trabalho em equipe como essenciais para um bom vinho, citando também a meteorologia como adversária.
- A trajetória é atribuída à educação e ao legado familiar, ao apoio da mãe e ao desejo de não vender o domínio; as filhas já acompanham a transição de liderança, com interesse em manter a continuidade.
O Domaine Georges Mugneret-Gibourg, em Vosne-Romanée, figura entre os grandes nomes da Bourgogne. Hoje, é conduzido por duas irmãs, Marie-Christine Teillaud-Mugneret e Marie-Andrée Nauleau-Mugneret, que herdaram o local após a morte do pai em 1988. A dupla assumiu o negócio, mantendo a tradição familiar e a busca pela expressão do pinot noir.
As irmãs dividem funções na prática do dia a dia: Christine foca na vinificação, enquanto Andrée cuida da vinha. A transição ocorreu quando o comprador escolhido por seu pai desistiu da aquisição, levando a mãe a apostar na continuidade familiar. A mudança marcou o início de uma nova era para o domaine.
A trajetória das propietárias aconteceu em um contexto de poucos exemplos de mulheres na área, o que tornou o caso uma referência regional. Ao longo de três décadas, as irmãs consolidaram a gestão, preservando a identidade do terroir e a sofisticação dos vinhos, reconhecidos pela finesse do Pinot Noir de Vosne-Romanée.
Estilo e filosofia de produção
O trabalho é feito em cooperação entre quem cuida da vinha e quem transforma o fruto em vinho. Para as irmãs, o terroir e o enólogo devem andar em harmonia; sem o terroir não há bom vinho, e sem o manejo cuidadoso, o terroir não se expressa plenamente. A ideia é manter o caráter delicado e a pureza que caracterizam estes vinhos.
Reconhecimentos e referências
Ao longo de sua carreira, as irmãs enfatizam a importância da educação recebida, do apoio da família e da experiência acumulada com cada safra. A cerimônia de passagem de bastão entre gerações também é vista como mérito coletivo, incluindo a participação das filhas que já se somam ao negócio, mantendo o legado familiar ativo.
Desafios e visão de futuro
Entre as adversidades, a meteorologia é citada como maior inimiga na Bourgogne, seguida por fatores climáticos que afetam a expressão de cada parcela. Em termos de continuidade, as irmãs destacam a importância de manter a qualidade de cada rótulo conforme a identidade de cada vinhedo, com foco na qualidade sobre a quantidade.
Próximo passo
A dupla reafirma o desejo de manter o domínio na família, com as filhas já integradas ao processo e uma continuidade gradual da gestão. O objetivo é preservar a tradição, sem abrir mão da inovação que cada geração pode trazer ao terroir.
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