- Gleisi Hoffmann criticou o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, por não avisar o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, antes da publicação do corte na Selic.
- O Copom reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual em 8 de maio, o que impacta empréstimos, financiamentos e investimentos.
- Campos Neto disse que o BC tem autonomia e que não ligou para Haddad antes da decisão; Gleisi afirmou que o BC “avisa o mercado” em vez do governo.
- A deputada afirmou que a autonomia do BC fica nas mãos de um governo eleito contra a vontade, acusando o banco de entregar ao mercado “de mão beijada e com antecedência”.
- Ela criticou ex-presidentes do BC por críticas à política fiscal do governo e destacou a evolução da dívida líquida ao longo dos mandatos, citando dados históricos discutidos pelos participantes.
A deputada Gleisi Hoffmann, presidenta do PT, afirmou nesta segunda-feira que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, não informou o governo sobre o corte na Selic anunciado pelo Copom. A crítica ocorreu após a decisão de redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, divulgada em 8 de maio.
Hoffmann enfatizou que Campos Neto atua de forma que, segundo ela, favorece o mercado em detrimento do governo eleito. A deputada questionou a comunicação entre o BC e a Fazenda, destacando a autonomia da instituição diante de escolhas de política monetária.
Autonomia do BC e posição sobre o mercado
A parlamentar disse que o BC sinaliza mudanças para o mercado antes de comunicar o governo. Ela citou uma palestra em Nova Iorque na qual Campos Neto indicou desaceleração nos cortes, reforçando a crítica de que a instituição prioriza o monitoramento do mercado.
A crítica também apontou a relação entre a autonomia do BC e a condução macroeconômica. Gleisi afirmou que, em governos anteriores, a relação com o BC foi distinta, pedindo maior alinhamento entre as casas legislativa e executiva para políticas públicas.
Contexto histórico e críticas a ex-presidentes do BC
Ao mencionar o histórico do BC, Gleisi comparou dívidas públicas sob diferentes gestões. Ela citou quedas da dívida durante governos do PT e alegou elevação em momentos de outras administrações, associando isso a críticas recebidas por ex-presidentes do BC.
O debate ocorreu em meio a encontros de ex-presidentes do BC que discutiram o legado fiscal do país. A deputada destacou que o governo atual precisa manter responsabilidade fiscal para sustentar o ritmo de investimentos.
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