Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Basílio da Gama lança inédito sobre as minas de ouro do Brasil

Nova edição traduz e contextualiza o poema didático de Basílio da Gama, revelando mineração, hierarquias sociais e a escravidão no Brasil do século XVIII

O poeta Basílio da Gama – Foto: F. Briguiet – FREIRE, Laudelino, org. e GARNIER, M. J / Wikipedia
0:00
Carregando...
0:00
  • Editora da USP lança a primeira edição do manuscrito Brasilienses Aurifodinae, As Minas de Ouro do Brasil, escrito entre 1762 e 1764 por Basílio da Gama.
  • Poema em latim mistura história, ciência e técnicas de lavra, com trechos em tupi e português, descrevendo zonas produtoras como Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e São Paulo.
  • Obra antecede O Uraguai e pode ter sido importante para a entrada do poeta na Arcádia Romana, em Roma, em 1762.
  • Revela, com enfoque técnico, os processos de prospecção, sinais da presença de ouro, instrumentos, bem como a vida social, contratos, punições, religião e escravidão.
  • Edição contemporânea traduzida por Alexandra de Brito Mariano traz estudo da tradutora, introdução de Vania Pinheiro Chaves e posfácio de Junia Ferreira Furtado, incluindo ilustrações e contexto histórico para variadas áreas.

O poema inédito As Minas de Ouro do Brasil, de Basílio da Gama, foi produzido entre 1762 e 1764 e ganha nova edição pela Editora da USP. A publicação reúne o manuscrito em latim, com inserções em tupi e português, para oferecer um panorama da sociedade mineradora no Brasil do século XVIII.

O texto figura como testemunho direto das atividades de lavra nas Minas Gerais e circula no âmbito da Arcádia Romana, sugerindo a entrada de Gama nesse grupo literário. O poema aborda origem do ouro, processos de prospecção e os agentes sociais envolvidos, mantendo uma linha didática inspirada na tradição da epopeia latina.

A obra destaca-se pela abordagem técnica das técnicas de mineração, dos instrumentos e dos sinais da presença do mineral. Além de Minas Gerais, menciona Goiás, Mato Grosso e São Paulo como zonas produtoras, descrevendo costumes, vestimentas e hierarquias do universo aurífero.

A presença humana, com foco na força de trabalho escrava, revela uma visão histórica reflexiva sobre as condições de trabalho e as relações contratuais da época, ainda que pautada por perspectivas de seu tempo. Há menções a religião, saúde, moradia e punições, compondo um retrato social amplo.

Contexto editorial e tradução

A edição traduz do latim pela pesquisadora Alexandra de Brito Mariano, com estudo introdutório. A obra conta com introdução de Vania Pinheiro Chaves, especialista em Basílio da Gama, e posfácio de Junia Ferreira Furtado. A publicação integra a coleção da Edusp e utiliza manuscritos da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin.

A edição imprime trechos dos manuscritos e traz ilustrações, incluindo uma representação da disposição espacial da mineração. A capa, criada por Gustavo Piqueira, reforça a dimensão histórica e intelectual do trabalho. O conjunto reúne pesquisa, edição crítica e imagem para facilitar o acesso ao poema.

Para especialistas e pesquisadores, o livro oferece base para o estudo da história econômica, social e cultural do Brasil colonial. A obra atende a leitores de literatura, história, antropologia e economia, ao apresentar um dos principais nomes da formação da literatura brasileira.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais