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Dario Durigan afirma que inflação não é impulsionada por gastos do governo federal

- O déficit federal de 2024 pode ter sido reduzido para R$ 22,2 bilhões, melhor que o limite. - O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, destaca a contenção de gastos. - O governo busca um superávit primário em 2025, após déficit de R$ 231 bilhões em 2023. - A calamidade no Rio Grande do Sul impactou as contas, mas não comprometeu a meta. - Expectativas de crescimento e ajuste fiscal são fundamentais para a confiança do mercado.

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a expectativa de inflação elevada não é resultado do impulso fiscal do governo federal. Em entrevista no evento Onde Investir 2025, ele destacou que, em 2024, o governo deve alcançar um equilíbrio fiscal, com gastos federais em relação ao PIB caindo de 19,5% em 2023 […]

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a expectativa de inflação elevada não é resultado do impulso fiscal do governo federal. Em entrevista no evento Onde Investir 2025, ele destacou que, em 2024, o governo deve alcançar um equilíbrio fiscal, com gastos federais em relação ao PIB caindo de 19,5% em 2023 para abaixo de 19%. Durigan atribui a inflação a fatores sazonais e a impactos de desastres, como a catástrofe no Rio Grande do Sul, que afetou a produção de alimentos.

Durigan expressou um “sentimento amargo” sobre a reação do mercado em 2024, especialmente após a desvalorização do dólar, que, segundo ele, é influenciada tanto por fatores externos quanto internos. O déficit fiscal registrado foi de R$ 12 bilhões, uma melhora significativa em relação ao déficit de R$ 231 bilhões em 2023. O resultado de 2024 representa 0,1% do PIB, próximo ao centro da meta fiscal, embora, se incluídos os gastos emergenciais, o déficit totalizaria R$ 44 bilhões.

Para 2025, a Fazenda planeja consolidar a redução do déficit fiscal, buscando um superávit primário. Durigan mencionou que o governo está revisando os supersalários e cortando gastos com militares. Ele descreveu o ajuste fiscal como “austeridade inteligente”, enfatizando a necessidade de avaliar o impacto das medidas adotadas. A meta para 2024 era equilibrar receitas e despesas, com uma margem de tolerância de até 0,25% do PIB.

Especialistas, como a equipe da Warren Investimentos, projetam que o déficit de 2024 deve ter ficado em R$ 22,2 bilhões, ou 0,2% do PIB, melhor que o limite permitido. Esse valor já desconta os R$ 21,9 bilhões gastos com a calamidade no Rio Grande do Sul. A consultoria da Câmara dos Deputados também estima que o déficit federal total ficou abaixo de R$ 40 bilhões, representando um avanço em relação ao déficit de 2,3% do PIB registrado em 2023.

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