A expectativa de uma nova safra recorde de soja está impulsionando as projeções para a produção agrícola brasileira em 2025. Segundo o terceiro Prognóstico para a Produção Agrícola de 2025, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a colheita da oleaginosa deve alcançar 167,3 milhões de toneladas, um aumento de 15,4% em relação […]
A expectativa de uma nova safra recorde de soja está impulsionando as projeções para a produção agrícola brasileira em 2025. Segundo o terceiro Prognóstico para a Produção Agrícola de 2025, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a colheita da oleaginosa deve alcançar 167,3 milhões de toneladas, um aumento de 15,4% em relação a 2024. Além da soja, o milho, arroz, trigo e feijão também devem apresentar crescimento, enquanto a produção de sorgo deve cair 3,2%.
A produção total de grãos no Brasil deve somar 322,6 milhões de toneladas em 2025, o que representa um aumento de 10,2% em relação ao ano anterior. O IBGE destaca que a recuperação da safra de soja, que enfrentou dificuldades em 2024, e as condições climáticas favoráveis são fatores que contribuem para esse crescimento. Carlos Guedes, gerente da Coordenação de Agropecuária do IBGE, afirmou que a chuva adequada nas regiões produtoras tem beneficiado as lavouras.
As projeções do IBGE e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam um cenário de menor pressão sobre a inflação de alimentos em 2024. A produção de arroz deve atingir 12 milhões de toneladas, superando a demanda interna de 10 milhões de toneladas. No entanto, o professor Felippe Serigati, da FGVAgro, alerta que os preços da carne bovina podem não apresentar alívio significativo, devido à valorização do bezerro e à demanda internacional aquecida.
Serigati também menciona que algumas culturas, como laranja e café, ainda sofrerão os efeitos de eventos climáticos intensos ocorridos no ano anterior. Ele destaca que, apesar das safras recordes serem uma boa notícia, o câmbio elevado pode impactar a inflação em 2025, favorecendo os exportadores. O cenário é considerado mais favorável, mas mudanças climáticas podem trazer desafios ao longo do ano.
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