A participação das ações na carteira dos fundos de investimento brasileiros atingiu um nível histórico baixo, conforme aponta um relatório do BTG Pactual, que utiliza dados da própria instituição e da Anbima. Em novembro, as ações representavam apenas 8,3% da alocação dos fundos, a menor porcentagem registrada em mais de 25 anos. Em comparação, no […]
A participação das ações na carteira dos fundos de investimento brasileiros atingiu um nível histórico baixo, conforme aponta um relatório do BTG Pactual, que utiliza dados da própria instituição e da Anbima. Em novembro, as ações representavam apenas 8,3% da alocação dos fundos, a menor porcentagem registrada em mais de 25 anos. Em comparação, no início de 2024, essa fatia subiu para 10%, enquanto antes da pandemia era de 14%.
O pico de participação das ações ocorreu em 2007, quando alcançou 22%. No início dos anos 2000, essa proporção era de 11,3%. A atual aversão dos fundos à Bolsa está relacionada ao aumento da atratividade da renda fixa, impulsionada pelo aperto nas taxas de juros nos últimos anos. Durante a pandemia, quando a Selic caiu para 2%, a participação das ações nas carteiras chegou a 15,2%, o maior nível da última década.
Apesar da queda nas taxas de juros, a participação das ações permanece abaixo dos níveis observados em anos anteriores, mesmo quando a Selic estava em patamares elevados. Em 2003, por exemplo, com juros acima de 26%, as ações representavam mais de 10% das carteiras dos fundos. Essa mudança de comportamento dos investidores reflete uma busca por maior segurança em um cenário econômico volátil.
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