O volume de serviços no Brasil apresentou uma queda de 0,9% em novembro de 2024, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quarta-feira, 15. O resultado foi pior do que a expectativa do mercado, que previa uma retração de 0,45%. O setor de serviços, que representa 70% do PIB, é […]
O volume de serviços no Brasil apresentou uma queda de 0,9% em novembro de 2024, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quarta-feira, 15. O resultado foi pior do que a expectativa do mercado, que previa uma retração de 0,45%. O setor de serviços, que representa 70% do PIB, é um indicador importante da saúde econômica do país. Após atingir um recorde histórico em outubro, a desaceleração em novembro sugere um arrefecimento da economia, influenciado pela alta taxa de juros.
Dentre as cinco atividades analisadas, apenas duas apresentaram recuo: transportes, que caiu 2,7%, e serviços profissionais, administrativos e complementares, com uma queda de 2,6%. Em contrapartida, segmentos como informação e comunicação (+1,0%), outros serviços (+1,8%) e serviços prestados às famílias (+1,7%) mostraram crescimento. Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa do IBGE, destacou que a queda reflete uma perda de receita em áreas específicas, como transporte de cargas e serviços jurídicos.
No comparativo anual, o setor de serviços cresceu 2,9%, com quatro das cinco atividades apresentando resultados positivos. O maior impacto positivo veio de informação e comunicação (+6,6%). No entanto, a retração em outros serviços (-1,0%) foi atribuída à diminuição das receitas em serviços financeiros e apoio à agricultura. A atividade turística também recuou 1,8% em novembro, embora ainda esteja 11,1% acima do nível pré-pandemia.
Analistas financeiros indicam que a queda no volume de serviços sinaliza uma desaceleração econômica no último trimestre de 2024. Apesar disso, há projeções de crescimento do PIB em 2025, sustentadas por setores como informação e comunicação, que se mantêm 27,4% acima do nível pré-pandemia. Economistas, como Luis Otávio Leal da G5 Partners, ressaltam que a trajetória do setor é heterogênea e depende de fatores macroeconômicos e da dinâmica dos negócios.
Entre na conversa da comunidade