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Trump e suas políticas: “a pior mistura possível” para países emergentes, alerta economista

- Donald Trump assumirá a presidência dos EUA em 20 de janeiro, impactando mercados. - Paulo Leme alerta que tarifas de importação prejudicarão economias emergentes. - Críticas à equipe econômica de Trump destacam riscos de suas políticas tarifárias. - Leme considera fechamento de fronteiras uma "loucura" para o crescimento americano. - Ações de tecnologia devem se destacar, mas com volatilidade e riscos associados.

O programa econômico que Donald Trump deve implementar a partir de 20 de janeiro, quando assume novamente a presidência dos EUA, é considerado “muito positivo para a Bolsa dos EUA”, mas as perspectivas para os países emergentes, como o Brasil, são preocupantes. Paulo Leme, chairman do Comitê Global de Alocação da XP Advisory, destacou que […]

O programa econômico que Donald Trump deve implementar a partir de 20 de janeiro, quando assume novamente a presidência dos EUA, é considerado “muito positivo para a Bolsa dos EUA”, mas as perspectivas para os países emergentes, como o Brasil, são preocupantes. Paulo Leme, chairman do Comitê Global de Alocação da XP Advisory, destacou que as políticas do republicano, que incluem tarifas de até 65% sobre importações da China, Canadá e México, são “a pior possível” para economias não desenvolvidas.

Durante o evento online Onde Investir 2025, promovido pelo InfoMoney, Artur Wichmann, CIO da XP, criticou a equipe econômica de Trump, afirmando que as tarifas podem impactar o câmbio e a valorização do dólar, anulando benefícios esperados do comércio. Leme também se manifestou contra a ideia de fechar as fronteiras para imigração, considerando-a “uma loucura total”, pois o crescimento econômico dos EUA está ligado à imigração.

Apesar das promessas agressivas de Trump, Leme ponderou que seu comportamento imprevisível pode levar a uma abordagem menos radical durante o novo mandato. Ele alertou que a combinação de cortes de impostos, restrições à imigração e tarifas de importação pode desacelerar economias dependentes de exportações, como a brasileira, e provocar fuga de investimentos para a Bolsa dos EUA.

Para investidores, Leme sugere cautela, recomendando a inclusão de títulos do Tesouro americano na carteira, enquanto as ações, especialmente das empresas de tecnologia, devem se destacar. Wichmann mencionou que as “Magnificent 7”, que incluem gigantes como Alphabet, Amazon e Tesla, podem oferecer bons retornos em um horizonte de cinco anos, mas com alta volatilidade, destacando que essas empresas planejam investir US$ 250 bilhões até 2025.

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