O Banco Central do Brasil anunciou, na noite de sexta-feira, 17 de janeiro de 2025, sua primeira intervenção cambial do ano. Na próxima segunda-feira, 20 de janeiro, a instituição realizará dois leilões de linha, oferecendo até 2 bilhões de dólares das reservas internacionais. Cada leilão terá um valor de 1 bilhão de dólares, com recompra […]
O Banco Central do Brasil anunciou, na noite de sexta-feira, 17 de janeiro de 2025, sua primeira intervenção cambial do ano. Na próxima segunda-feira, 20 de janeiro, a instituição realizará dois leilões de linha, oferecendo até 2 bilhões de dólares das reservas internacionais. Cada leilão terá um valor de 1 bilhão de dólares, com recompra programada para 4 de novembro e 2 de dezembro de 2025, respectivamente. Essa ação ocorre após quase três semanas sem intervenções no câmbio.
A última venda de dólares ocorreu em 30 de dezembro de 2024, quando o Banco Central vendeu 1,815 bilhão de dólares à vista, uma operação definitiva. Em dezembro, o volume total de intervenções foi de 32,59 bilhões de dólares, o maior desde a implementação do regime de metas de inflação em 1999. Na sexta-feira, o dólar comercial fechou a 6,066 reais, com uma leve alta de 0,2%.
Os leilões de linha são uma estratégia do Banco Central para injetar dólares no mercado, com compromisso de recompra futura, o que não afeta as reservas internacionais. A taxa de câmbio para a venda será definida pelo boletim da Ptax das 10h de segunda-feira. Essa intervenção ocorre em um momento de expectativa nos mercados, coincidente com a posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump.
Os leilões de linha representam uma resposta à demanda por dólares, especialmente em períodos de alta volatilidade. Em dezembro, o Banco Central já havia realizado catorze intervenções, incluindo leilões de linha e operações à vista. A ação de segunda-feira marca um retorno às intervenções após um período de estabilidade no câmbio.
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