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Haddad destaca falta de funcionários da Receita para fiscalizar pequenos negócios

- O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou a estrutura da Receita Federal. - Ele destacou que a Receita prioriza grandes crimes, não pequenos negócios. - Haddad mencionou que estados têm mais informações financeiras que a Receita. - O foco da Receita está em fraudes cibernéticas e roubo de combustível. - Pequenos empreendedores, como motoristas de Uber, não são alvo da fiscalização.

Durante entrevista à CNN na sexta-feira, 17, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reiterou que o foco da Receita Federal não são os pequenos negócios, citando a falta de estrutura para fiscalizar esse segmento. Ele destacou que a Receita não possui um número suficiente de funcionários para realizar essa tarefa. Haddad também mencionou que os […]

Durante entrevista à CNN na sexta-feira, 17, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reiterou que o foco da Receita Federal não são os pequenos negócios, citando a falta de estrutura para fiscalizar esse segmento. Ele destacou que a Receita não possui um número suficiente de funcionários para realizar essa tarefa. Haddad também mencionou que os estados recebem mais informações sobre movimentações financeiras do que a Receita, especialmente no que diz respeito ao ICMS.

Os fiscos estaduais, como os de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás e Rio de Janeiro, têm um papel ativo na fiscalização, conforme afirmou o ministro. Ele enfatizou que a prioridade da Receita Federal é investigar grupos criminosos de grande porte, e não pequenos empreendedores. “Ninguém está falando do vendedor de bolo, do feirante, da pessoa do Uber”, disse Haddad.

O ministro também destacou que a Receita está atenta a crimes mais complexos, como o roubo de combustível e crimes cibernéticos que ocorrem através de instituições de pagamento fora do sistema bancário. “É disso que a Receita cuida”, completou, reforçando a estratégia de combate a grandes fraudes e delitos.

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