O contrato mais líquido do ouro apresentou leve queda nesta sexta-feira, 17 de janeiro, fechando a US$ 2.748,70 por onça-troy, com uma desvalorização de 0,08%. A volatilidade foi impulsionada pela confirmação do acordo de cessar-fogo em Gaza, que elevou o apetite dos investidores por risco, favorecendo a renda variável. Apesar disso, o metal precioso manteve […]
O contrato mais líquido do ouro apresentou leve queda nesta sexta-feira, 17 de janeiro, fechando a US$ 2.748,70 por onça-troy, com uma desvalorização de 0,08%. A volatilidade foi impulsionada pela confirmação do acordo de cessar-fogo em Gaza, que elevou o apetite dos investidores por risco, favorecendo a renda variável. Apesar disso, o metal precioso manteve sua força como ativo de segurança, especialmente diante das incertezas políticas relacionadas ao novo governo de Donald Trump nos Estados Unidos. Na semana, o ouro acumulou alta de 1,24%.
A análise do Commerzbank destaca que a incerteza sobre as políticas comerciais da administração Trump reforça o papel do ouro como porto seguro. O banco afirmou que a estabilidade dos preços do metal, mesmo após o cessar-fogo entre Israel e Hamas, indica que o mercado está bem sustentado. Em contrapartida, a BMI, da Fitch Solutions, projeta um cenário negativo para o ouro, prevendo que a commodity será negociada em torno de US$ 2.500 por onça-troy em 2025, caso o Federal Reserve (Fed) adote uma postura mais restritiva.
No dia anterior, o ouro havia fechado em alta de 1,22%, a US$ 2.750,90, impulsionado pela divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA, que sugere uma inflação mais branda. Essa expectativa de uma política monetária mais relaxada pelo Fed ao longo de 2025 enfraqueceu o dólar e reduziu os rendimentos dos Treasuries, tornando o ouro mais atrativo. Joseph Dahrieh, da Tickmill, observou que a recente moderação da inflação nos EUA reacendeu as esperanças de uma política monetária mais frouxa.
Além disso, a incerteza sobre as políticas comerciais da nova administração dos EUA e a diminuição das tensões no Oriente Médio podem impactar a demanda por ouro como ativo de refúgio. A Reuters informou que o grupo rebelde Houthis deve anunciar o fim das hostilidades no Mar Vermelho, um dia após o cessar-fogo entre Israel e Hamas, o que pode influenciar a procura pelo metal precioso nos próximos dias.
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