A Embraer (EMBR3) está se destacando no mercado, mantendo suas fábricas em operação e aumentando o fluxo de entregas. Em 2024, a empresa registrou um crescimento de 14% nas entregas e suas ações dispararam 150%, a maior alta da Bolsa brasileira. Apesar dos desafios macroeconômicos, como a taxa de juros elevada e a desvalorização cambial, […]
A Embraer (EMBR3) está se destacando no mercado, mantendo suas fábricas em operação e aumentando o fluxo de entregas. Em 2024, a empresa registrou um crescimento de 14% nas entregas e suas ações dispararam 150%, a maior alta da Bolsa brasileira. Apesar dos desafios macroeconômicos, como a taxa de juros elevada e a desvalorização cambial, a companhia alcançou o grau de investimento pelas agências de classificação de risco. O CEO, Francisco Gomes Neto, enfatizou a intenção de maximizar a produção, afirmando: “Vamos continuar com o sell, sell, sell [vender, vender, vender]”.
A Embraer, terceira maior fabricante de aviões do mundo, busca competir com o duopólio da Boeing e da Airbus, embora suas aeronaves menores a coloquem em uma posição distinta. Após a desistência da Boeing em adquirir seu braço comercial, a empresa prospera no mercado de jatos regionais e particulares, tornando-se uma das maiores histórias de sucesso da América Latina. Enquanto isso, Boeing e Airbus enfrentam dificuldades, o que pode beneficiar a Embraer na expansão de seu portfólio.
Neto, que está à frente da Embraer desde 2019, indicou que novos programas de aeronaves não são prioridade imediata, mas a empresa está avaliando um jato para competir com o 737 e o A320. O foco atual é estabilizar a produção, que historicamente atinge picos no último trimestre. O executivo planeja um nivelamento na produção ao longo do ano, buscando um equilíbrio nos trimestres seguintes.
Em 2024, a Embraer entregou 206 aeronaves, com previsão de aumentar esse número para até 220 em 2025. O segmento militar também apresenta oportunidades, com o Super Tucano e o C-390 Millennium recebendo encomendas de diversos países. A empresa se beneficia de um aumento nos orçamentos de defesa global, e analistas acreditam que há espaço para crescimento, apesar dos riscos associados a possíveis tarifas comerciais entre Brasil e EUA. Neto minimizou essas preocupações, confiando no bom senso das partes envolvidas.
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