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EUA adotam medidas extraordinárias para evitar calote na dívida de US$ 36 trilhões

- Janet Yellen alertou que o limite da dívida dos EUA será atingido em 21 de janeiro. - O governo começará a usar "medidas extraordinárias" para evitar um calote. - Yellen pediu ao Congresso que aumente ou suspenda o teto de US$ 36 trilhões. - O presidente da Câmara, Mike Johnson, enfrenta resistência interna sobre o tema. - A incerteza sobre a duração das medidas pode impactar a economia global.

A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, anunciou que o governo atingirá seu limite legal de endividamento de aproximadamente US$ 36 trilhões na próxima terça-feira, dia 21 de janeiro. Em uma carta enviada aos líderes do Congresso, Yellen informou que o Tesouro começará a implementar “medidas extraordinárias” para evitar um possível calote. Essas […]

A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, anunciou que o governo atingirá seu limite legal de endividamento de aproximadamente US$ 36 trilhões na próxima terça-feira, dia 21 de janeiro. Em uma carta enviada aos líderes do Congresso, Yellen informou que o Tesouro começará a implementar “medidas extraordinárias” para evitar um possível calote. Essas manobras contábeis são necessárias para garantir que o governo consiga cumprir suas obrigações financeiras até que o Congresso tome uma decisão sobre o aumento ou suspensão do teto da dívida.

Yellen destacou que o uso dessas medidas pode ser afetado por “incertezas consideráveis”, incluindo a dificuldade em prever os pagamentos e recebimentos do governo. As medidas extraordinárias incluirão a suspensão de investimentos em dois fundos de benefícios para funcionários públicos até 14 de março. A secretária pediu ao Congresso que aja rapidamente para “proteger a plena fé e o crédito dos Estados Unidos”, enfatizando a importância de uma solução antes que o governo enfrente dificuldades financeiras.

A situação aumenta a pressão sobre os republicanos no Congresso, que estão divididos sobre como lidar com o teto da dívida. Embora tenham controle sobre o Capitólio, os legisladores enfrentam desafios para encontrar um consenso, especialmente com a necessidade de aprovar um projeto de lei de financiamento do governo para o ano fiscal de 2025, que já está em andamento. A resistência interna entre os membros fiscalmente conservadores pode dificultar a busca por um acordo que permita aumentar o limite da dívida.

Com a iminência do novo governo sob a liderança de Donald Trump, a expectativa é que a situação se torne mais complexa. O teto da dívida foi suspenso anteriormente como parte do Fiscal Responsibility Act, mas a necessidade de uma nova solução se torna urgente. Especialistas alertam que, sem uma ação do Congresso, o governo pode enfrentar dificuldades financeiras significativas, com a data crítica para a inadimplência estimada entre julho e agosto.

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