A inflação de serviços, monitorada de perto pelo Banco Central (BC), deve permanecer elevada no primeiro trimestre de 2025, impactando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Economistas consultados pelo Broadcast indicam que a atividade econômica e o mercado de trabalho resilientes contribuirão para essa pressão, com uma desaceleração esperada apenas para o […]
A inflação de serviços, monitorada de perto pelo Banco Central (BC), deve permanecer elevada no primeiro trimestre de 2025, impactando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Economistas consultados pelo Broadcast indicam que a atividade econômica e o mercado de trabalho resilientes contribuirão para essa pressão, com uma desaceleração esperada apenas para o segundo semestre. O BC já prevê duas elevações de 1 ponto porcentual na taxa Selic, que deve alcançar pelo menos 14,25% neste ano.
A economista do BNP Paribas, Laiz Carvalho, destaca que a inflação de serviços, com alta de 6% na média móvel trimestral anualizada, e 8,5% nos serviços subjacentes, está acima da meta de 4,5%. Essa situação reflete um cenário econômico aquecido, que pressiona os preços e obriga o BC a manter os juros altos por mais tempo. A inflação de serviços deve seguir a tendência observada no final de 2024, quando o IPCA fechou com alta de 4,83%, superando o teto da meta.
O Santander Brasil também aponta que o robusto mercado de trabalho e a atividade econômica continuam a pressionar a inflação de serviços, que atingiu o nível mais alto desde o final de 2022. Os serviços intensivos em mão de obra aumentaram de 5,5% para 6,5% na média móvel trimestral anualizada. A economista-chefe da Gap Asset, Anna Reis, acredita que a desaceleração na inflação de serviços levará tempo, mesmo com a expectativa de uma atividade mais fraca no segundo semestre.
Andrea Angelo, estrategista de inflação da Warren Investimentos, observa que, embora a inflação de serviços permaneça elevada, não deve haver uma piora significativa no primeiro trimestre. Ela prevê uma pressão, especialmente nos serviços subjacentes, devido a reajustes do salário mínimo e programas de transferência de renda. Para uma nova deterioração na percepção da inflação de serviços, seria necessária uma depreciação cambial mais intensa ou problemas de oferta. As projeções indicam alta de 6,5% para serviços e 7,7% para serviços subjacentes na média móvel trimestral anualizada.
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