O consumo de vinho branco está em ascensão globalmente, conforme aponta a colunista da Bloomberg, Elin McCoy. Apesar da preocupação com a diminuição do consumo de bebidas alcoólicas, os vinhos brancos já superaram os tintos em popularidade, com destaque para uvas como sauvignon blanc e pinot grigio. No Brasil, embora os vinhos brancos ainda não […]
O consumo de vinho branco está em ascensão globalmente, conforme aponta a colunista da Bloomberg, Elin McCoy. Apesar da preocupação com a diminuição do consumo de bebidas alcoólicas, os vinhos brancos já superaram os tintos em popularidade, com destaque para uvas como sauvignon blanc e pinot grigio. No Brasil, embora os vinhos brancos ainda não dominem o mercado, há um aumento claro na preferência por bebidas mais leves, segundo Germán Garfinkel, vice-presidente do Grupo Wine. Ele destaca que, desde a pandemia, a participação dos vinhos brancos nas vendas subiu de 18% a 20% para 22% a 23%, enquanto os tintos caíram para 67%.
Garfinkel atribui essa mudança a uma adaptação do paladar dos brasileiros, que estão se voltando para vinhos mais frescos, adequados ao clima quente do país. Ele observa que, antes, o vinho tinto era consumido em situações inadequadas, como almoços em dias quentes. Com a crescente aceitação dos vinhos brancos, a expectativa é que o consumo de brancos e rosés aumente significativamente nos próximos anos, enquanto os tintos devem estabilizar em torno de 60% do mercado.
A sazonalidade do consumo de vinho no Brasil também está mudando, com a Black Friday se tornando um período de vendas expressivas para vinhos, mesmo em meses quentes. Garfinkel explica que a promoção ajuda a desassociar o vinho do consumo exclusivo em dias frios. Em 2023, o Brasil importou US$ 62 milhões em vinhos, com o Grupo Wine liderando o mercado, oferecendo opções acessíveis que atendem ao consumidor médio, cujo gasto por garrafa gira em torno de R$ 50.
O Grupo Wine busca democratizar o consumo de vinho, tornando-o uma bebida cotidiana. Garfinkel ressalta que 80% dos vinhos consumidos no Brasil custam menos de R$ 50 e que a empresa visa oferecer vinhos de qualidade a preços acessíveis. A mudança na liderança do grupo, com a saída do CEO Marcelo D’Arienzo e a ascensão de Alexandre Magno, não deve alterar a estratégia de popularização da bebida, que continua a ser o foco principal da empresa.
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