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Crédito deve crescer 10,8% em 2024, impulsionado por pessoas físicas, diz Febraban

- A Febraban prevê crescimento de 10,8% na carteira de crédito em 2024. - O crédito às pessoas físicas deve liderar, com alta de 11,9% no ano. - Concessões de crédito devem aumentar 14,9%, refletindo um cenário econômico favorável. - A recuperação das empresas é impulsionada por programas públicos e liquidez. - Expectativas para 2025 indicam desaceleração, mas ainda com crescimento significativo.

A carteira de crédito no Brasil deve ter registrado um aumento de 1,7% em dezembro de 2023, resultando em um crescimento total de 10,8% ao longo do ano, conforme a pesquisa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). O crédito às pessoas físicas liderará esse avanço, com uma previsão de expansão de 11,9%, destacando-se nas linhas […]

A carteira de crédito no Brasil deve ter registrado um aumento de 1,7% em dezembro de 2023, resultando em um crescimento total de 10,8% ao longo do ano, conforme a pesquisa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). O crédito às pessoas físicas liderará esse avanço, com uma previsão de expansão de 11,9%, destacando-se nas linhas de veículos e crédito pessoal. A pesquisa da Febraban é uma prévia da Nota de Política Monetária e Operações de Crédito do Banco Central, que será divulgada em 27 de janeiro.

Em 2024, o Brasil deve vivenciar o sétimo ano consecutivo de crescimento no estoque de crédito, retornando a altas de dois dígitos, como observado entre 2020 e 2022. O presidente da Febraban, Isaac Sidney, projeta um crescimento de 9,0% para 2025, mesmo diante de um cenário econômico desafiador, com juros elevados. A carteira de crédito para pessoas jurídicas deve crescer 9,1%, impulsionada por programas públicos e pela recuperação da carteira com recursos livres.

As concessões de crédito em 2024 devem ser 14,9% superiores ao ano anterior, com um aumento de 16,9% nas concessões para empresas, devido à retomada das operações com recursos livres. Para as famílias, a previsão é de crescimento de 13,3%, alinhado à expansão do consumo. O diretor de Economia da Febraban, Rubens Sardenberg, destaca que esses avanços são impulsionados pela queda da taxa Selic, melhora nos índices de inadimplência e um mercado de trabalho aquecido.

Sardenberg alerta que, para 2025, as projeções indicam uma possível desaceleração no mercado de crédito, dependendo do cenário econômico. Ele ressalta que, se a atividade econômica e o mercado se mantiverem fortes, pode haver um novo ano positivo para o setor. A normalização da carteira de crédito para pessoas jurídicas, após os impactos de casos como Americanas, Light e Oi em 2023, também contribui para essa perspectiva.

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